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Jiu-Jitsu: Os segredos da De la Riva ofensiva, com Cícero Costha

Cícero e Caio Caetano na aula de atuqes partindo da guarda De la Riva. Foto: Reprodução

Líder do Projeto Social Lutando Pelo Bem (PSLPB), Cícero Costha treinou em seu tatame feras como Leandro Lo, Paulo e João Miyao, Luiza Monteiro e muitos outras feras do Jiu-Jitsu que brilham mundo a fora.

Com sua humildade e jeito simples de ensinar, o querido professor guarda por traz do sorriso um competidor implacável, com muitas opções da guarda que consagrou seus alunos mais famosos.

Para conhecer um pouco desses segredos, GRACIEMAG visitou os tatames da PSLPB Cícero Costha, e escalou o professor, juntamente com o pupilo Caio Caetano, para uma demostração.

No vídeo, recuperado de nossos arquivos, Cícero mostra alguns dos muitos ataques que guarda na manga, a maioria deles partindo da guarda De la Riva. Confira a movimentação, estude as pegadas e transições, e tenha mais armas no seu arsenal da guarda De la Riva!

GRAICEMAG #250: Confissões de um guardeiro sagaz

A GRACIEMAG #250 já está disponível em sua versão digital e a partir do dia 15 de dezembro nas bancas de todo o Brasil.

Para conferir tudo o que a revista dedicada ao Jiu-Jitsu mais lida do Brasil tem a oferecer este mês, acesse www.graciemagshop.com.br e faça já sua assinatura digital.

Boa leitura e bons treinos!

Felipe Preguiça parte em busca de segundo cinturão no ACBJJ neste sábado

Felipe Preguiça quer fechar o ano com títulos com e sem kimono no ACBJJ. Foto: Thiago Máximo

Embalado pela conquista do ADCC, Felipe Preguiça já está em Moscou, na Rússia, em busca de mais um título importante na temporada. Ele irá disputar no dia 9 de dezembro o GP sem kimono do ACBJJ (Absolute Championship Berkut Jiu-Jitsu) na categoria até 95kg. O faixa-preta de Jiu-Jitsu tentará conquistar seu segundo cinturão no evento, já que foi campeão do torneio de kimono este ano.

“Será um GP bem difícil”, analisa Preguiça. “Assim como foi o outro que disputei. Tem grandes nomes no torneio, mas eu estou muito bem preparado e muito motivado. Venho embalado pela conquista do ADCC e dei continuidade no treinamento. Já venci o torneio com kimono e, caso conquiste também o sem kimono, serei o único do evento a possuir os dois cinturões”, disse Preguiça.

O torneio contará com oito lutadores, entre eles Erberth Santos, Jackson Sousa, João Assis e Gutemberg Pereira. Para faturar o título, Preguiça terá que vencer três oponentes. Apesar disso, o campeão do ADCC sabe o que precisa fazer para subir no lugar mais alto do pódio.

“O mais importante para um torneio como esse é estar bem treinado, até porque as regras são de três à cinco rounds, então são lutas bem mais longas e exigem mais do condicionamento físico. Estou bem preparado e tecnicamente estou afiado também”, declarou.

O ano de 2017 tem sido especial na carreira de Felipe Preguiça, que venceu praticamente todos os torneios que disputou. Por isso, o faixa-preta espera fechar o ano com mais uma grande conquista.

“Com certeza foi um dos meus melhores anos. Tudo o que disputei, eu ganhei, a não ser o Mundial da IBJJF. Mas fui campeão do World Pro de Abu Dhabi, do ADCC, ganhei o cinturão do ACBJJ de kimono. Lutei bastante esse ano e, com certeza, foi excelente. Espero fechar o ano com chave de ouro conquistando esse GP”, encerrou o casca-grossa.

Brazilian Top Team Matriz entra para o time GMI e realiza seminário

Seminário com Cláudio Coelho rola em dezembro e promete melhorar seu jogo em pé. Foto: Divulgação

Academia que formou grandes nomes do Jiu-Jitsu e do MMA, como Rodrigo Minotauro, Ricardo Arona, Vitor Belfort, Paulão Filho, Miltinho Vieira, Rousimar Toquinho e Antônio Pezão, a Brazilian Top Team Matriz, localizada no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro, acaba de entrar para o nosso time GMI de academias credenciadas.

Liderada pelo faixa-preta Murilo Bustamante, primeiro brasileiro campeão peso médio do UFC, ex-lutador do Pride e referência no Jiu-Jitsu mundial, a BTT já ingressa na lista de time chancelados pelo selo Graciemag Indica com a divulgação de um grande seminário.

No dia 16 de dezembro, as 10h da manhã, a academia recebe Claudinho Coelho, um dos mais respeitados professores de boxe do país, responsável pelo treinamento de ídolos do Jiu-Jitsu para a trocação no MMA, como Renzo Gracie, Royler Gracie, Rodrigo Minotauro e muitos outros, trazendo técnicas imperdíveis para você afiar o seu jogo de defesa pessoal em pé e boxe.

As inscrições estão abertas pelo telefone (21) 3576-3717. Não perca esta oportunidade!

Federação Maranhense de Jiu-Jitsu realiza evento para definir melhores do estado em 2017

Banner da grande final estadual no Maranhão. Foto: Divulgação

A etapa final do Estadual Maranhense, que vai rolar nos dias 9 e 10 de dezembro, em São Luis, no Maranhão, promete sacudir o Jiu-Jitsu nordestino.

A Federação Maranhense de Jiu-Jitsu Profissional, para reunir os atletas mais cascas-grossas da região, autorizou a bonificação de 1000 inscrições gratuitas a todos os atletas que medalharam em qualquer uma das competições organizadas pela entidade em 2017, além de liberar as inscrições grátis a faixas-pretas de qualquer lugar do Brasil.

“O objetivo é sempre o de motivar os atletas”, diz Wellyton Menezes, presidente da Federação Maranhense de Jiu Jitsu Profissional. “Desta vez não há desculpas para o lutador não se testar. Fico mais feliz ainda ao saber que grande parte desses 1000 beneficiados são meninos e meninas de projetos sociais.”

Não fique de fora da grande final do Estadual de Jiu-Jitsu, com disputas com e sem kimono. Visite o www.fmlp.com.br e saiba mais!

Jiu-Jitsu, racismo e truculência, por Renato “Panda” Sousa

Renato Sousa, o Panda, árbitro da IBJJF e professor da GFTeam. Foto: Arquivo pessoal

Professor da GFTeam querido por seus alunos no Rio de Janeiro, o faixa-preta Renato Sousa, o Panda, estava feliz e tranquilo. Já começava a planejar a viagem para arbitrar, mais uma vez, no Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono, dias 16 e 17 de dezembro em Anaheim, Califórnia, e decidiu pegar uma praia com amigos no feriado.

Foi quando o dia ensolarado se transformou numa tempestade inesperada. Numa blitz policial, o árbitro boa-praça viveu momentos de pânico, noticiados em diversos veículos da grande mídia e canais de TV. (Leia aqui.)

Em conversa com o GRACIEMAG.com, Panda contou que lições de otimismo e coragem ele tem tirado, desta que está sendo uma das “piores batalhas que jamais imaginara viver um dia”.

GRACIEMAG: Como o Jiu-Jitsu o ajudou a lidar com essa situação, Panda?

RENATO PANDA: A situação ocorreu no dia 15 de novembro, estávamos pela Estrada dos Bandeirantes voltando da praia quando passamos por uma blitz, um casal de amigos brancos no banco da frente e eu sentado atrás. Fomos liberados, íamos passando quando me viram com meu cabelo rastafári no banco de trás e correram pedindo para encostarmos. Eles faziam o procedimento correto, educadamente, quando um deles disse que ia abrir meu bolso com as mãos. Eu não permiti, disse que eu mesmo abriria e mostraria seu conteúdo, quando ele tentou me encaixar uma chave kimura. Defendi a chave e ele tomou um solavanco, voltando furioso, me dando socos e tapas no meu rosto. O Jiu-Jitsu me ajudou decisivamente, me ajudando a manter o sangue frio e jamais revidar, fiquei apenas apanhando e falando com tranquilidade, para buscar acalmá-los. Meus amigos intervieram e eles pararam, depois de xingamentos racistas e algumas ameaças.

Você já passara por algum problema parecido?

Nunca. É triste sentir na pele esta brutalidade vinda de quem deveria nos proteger. Mas em toda profissão há os maus profissionais, gente que não sabe fazer bem seu trabalho. Esses existem na minha, na sua, na deles. É importante não rotular nem demonizar os policiais cariocas, mas tampouco devemos nos calar. Em meus 41 anos, essa tem sido uma das piores batalhas que jamais imaginara viver um dia. Eu nunca tinha sofrido isso na pele, e achei que depois dos 40 não viveria isso mais. Mas é uma situação corriqueira em nossa sociedade, em especial nas periferias. O jovem branco também é agredido, claro, mas os jovens negros sofrem bem mais.

Que lição você está tirando disso, como professor e cidadão?

Meu pai, Ivanir dos Santos, foi deputado e estudioso da questão negra e sempre dizia que criança branca é chamada de criança enquanto a criança negra é chamada de “menor”. Vivemos cercados de pequenas violências, e a lição que aprendi é que, por mais que a gente ache que já viu tudo, quando menos esperamos uma coisa assim pode acontecer conosco também. Ninguém está livre. Mas estou indo prestar depoimento sobre o caso numa UPP aqui perto, e quero me manifestar contra essa truculência. Afinal, Jiu-Jitsu também é isso, certo? Usar a sabedoria contra a força bruta.

Aprenda um arsenal de finalizações a partir do domínio lateral

Desenvolva um Jiu-Jitsu ofensivo e finalizador, sem perder de vista as posições que você conquistou ao longo dos combates. A matemática é simples: se você passar a guarda do adversário, estabilize o domínio lateral e evolua para a finalização ou para uma posição ainda mais vantajosa. Retroceder jamais! O adversário não pode repor a guarda. Você tampouco deve amarrar a luta no cem-quilos e ficar imóvel, como vemos tanto por aí. Jogue para a frente!

Foi com esse intuito que a Renzo Gracie Online Academy, formulou a terceira semana do curso. Você vai ter acesso a um dossiê completo sobre ataques a partir do domínio lateral, descobrindo maneiras eficientes para distribuir o peso sobre o oponente, transitar para o norte-sul e para o joelho na barriga, sempre em busca da finalização.

A semana 3 do programa Renzo Gracie Online Academy está organizada da seguinte forma:

  • Dez técnicas de finalização a partir do domínio lateral
  • Ippon seoi nage: a mecânica de uma das quedas mais recorrentes nos campeonatos de Jiu-Jitsu
  • Qualidade de vida: como definir a quantidade de vezes que você deve frequentar a academia por semana?
Aula 1: Ataque triplo com Renzo Gracie

Renzo Gracie comprovou a eficiência desta técnica ao derrotar o ex-campeão do UFC Maurice Smith, no evento Rings, em 1999. Ao chegar no cem-quilos, o Gracie aprisiona a cabeça e um dos braços do oponente com a mecânica do triângulo. Então varia os botes ao outro braço do adversário, com ataques de kimura, americana ou chave de braço reta.

Aula 2: Americana do cem-quilos

Ao alcançar o domínio lateral, Leo Leite ensina detalhes de ajuste para você estabilizar a posição. Quando o oponente “aceita” o cem-quilos, ele parte para o ataque via chave americana, mantendo o tronco baixo a todo momento, sem oferecer espaço para o adversário fugir.

Aula 3: Armlock do cem-quilos

Caso o adversário escape o braço no momento em que você tenta aplicar o ataque ensinado na aula anterior, conheça uma variação muito eficiente, refazendo o domínio ao braço do oponente, girando o corpo em 180 graus e concluindo o ataque com um armlock.

Aula 4: Estrangulamento norte-sul


Léo Tunico distribui com eficiência o próprio peso sobre o tronco do adversário, a fim de se movimentar sem perder o domínio. Durante a movimentação, o professor faz os ajustes necessários para aplicar um estrangulamento com pegadas cruzadas, concluído na posição norte-sul.

Aula 5: Kimura da posição norte-sul

Se o adversário defender o pescoço quando você aplicar o estrangulamento ensinado na aula anterior, aproveite a progressão à posição norte-sul e surpreenda com um bote no braço, via chave  kimura, golpe muito aplicado nos campeonatos de Jiu-Jitsu.

Aula 6: Estrangulamento de gola com joelho na barriga

E se o adversário se fechar com eficiência, dificultando qualquer ataque por parte de quem está por cima, no cem-quilos? Responda, inserindo o joelho na barriga do adversário, um tipo de posicionamento que gera desconforto e obriga o oponente a se abrir. Aproveite os espaços para finalizar com um estrangulamento com mãos cruzadas.

Aula 7: Ataque duplo com joelho na barriga

Léo Tunico volta a incidir o joelho na barriga do oponente e tenta finalizar com o mesmo estrangulamento do vídeo anterior. O adversário, no entanto, consegue se defender. O professor varia o ataque e surpreende com um armlock.

Aula 8: Lifestyle – Frequência de treinamento

Com que frequência você deseja praticar Jiu-Jitsu semanalmente?

Evite exagerar na resposta. Caso a meta não seja cumprida, você pode se sentir frustrado e desanimar. Confira as dicas de Bruno Fernandes para proteger e consolidar a consistência do seu treinamento.

Aula 9: Estrangulamento de lapela com joelho na barriga

Novamente com o joelho na barriga do adversário, Léo Tunico considera a possibilidade de o adversário se virar de lado para ele, a fim de escapar. Isso possibilita que ele domine a lapela do paletó do adversário e, com ela, faça os ajustes de um estrangulamento implacável.

Aula 10: Variação para o estrangulamento com lapela a partir do joelho na barriga

Caso o adversário use o braço para tentar bloquear o estrangulamento, aproveita-se da situação dominando o tal braço e aprisionando-o com o próprio tronco. Distribua o peso sobre o adversário, finalizando-o com um estrangulamento semelhante ao arrocho de um triângulo.

Aula 11: Armlock com braço aprisionado pela lapela

Veja uma variação de armlock. Ele aprisiona o braço direito do adversário, utilizando a perna e um dos braços. Em seguida, anula o braço esquerdo do oponente com a lapela do paletó do adversário. Tunico simula buscar a montada, porém, opta por atacar imediatamente o braço do adversário com uma bela variação de armlock.

Aula 12: Ippon seoi nage

Concluímos a semana com uma aula sobre luta em pé, na qual você vai refinar a mecânica do ippon seoi nage. Muito recorrente nos campeonatos de Jiu-Jitsu, esse tipo de queda requer que você vire de costas para o adversário, flexionando as pernas e projetando o oponente por sobre o ombro. Confira todos os detalhes dessa mecânica e um macete para não ser surpreendido com um contra-ataque via mata-leão.

E a semana três se encerra por aqui, mantendo os objetivos de:

  • Manter a sua motivação
  • Aumentar o seu conhecimento
  • Te incentivar a ir a sua academia treinar.

Bons treinos!

Conheça “Vida de Lutador”, filme brasileiro que retrata os bastidores do MMA nacional

Elder Fraga e Júlio Rocha em “SP: Crônicas de uma Cidade Real”. A dupla volta a trabalhar junta no “Vida de Lutador”. Foto: Divulgação

Há alguns anos o cinema nacional vive uma fase de diversificação e qualidade. Longe de depender de pornochanchadas e filmes dos Trapalhões, a sétima arte brasileira vem produzindo películas de qualidade em diversos gêneros: drama, comédia, ação, policial, terror e suspense. Já estava mais do que na hora de os cineastas brasileiros explorarem o pioneirismo e a qualidade dos lutadores brasileiros para contarem grandes histórias usando o Jiu-Jitsu e o MMA.

Elder Fraga é um dos novos talentos do cinema nacional. Apesar de jovem, já possui em seu currículo 41 filmes no cinema, sendo um longa-metragem como diretor (SP: Crônicas de Uma Cidade Real), sete curtas-metragens como diretor, 12 longas e 21 curtas como ator. Seu mais novo projeto como diretor é o longa-metragem “Vida de Lutador”, um filme de ação com humor negro passado nos bastidores de campeonatos amadores de MMA que começa a ser filmado em 2018.

GRACIEMAG conversou com Elder sobre o filme, suas influências e como o MMA será retratado na produção. Confira!

GRACIEMAG: Fale-nos um pouco sobre o filme “Vida de Lutador”. O que o nosso leitor pode esperar do filme?
Elder Fraga: Pode esperar um filme com muita ação, lutas de tirar o fôlego, um roteiro com muitas reviravoltas, muito humor negro e drama. Acho que vai ser um trabalho que vai agradar tanto os amantes do MMA como o público que gosta de uma comédia de humor negro. E vamos contar com um elenco de peso como Júlio Rocha, Suzana Alves, Luciano Chirolli, Luciano Quirino, Nill Marcondes, entre outros.

Pela sinopse, ele lembra um pouco o filme “Snatch – Porcos e Diamantes” de Guy Ritche. A ideia é usar as lutas e o submundo do crime para contar uma história com ação e humor negro?
Meu trabalho vem se desenvolvendo numa linha mais séria, trabalhando o drama do personagem, como fiz no curta-metragem “Nóia – Um Dia No Limite”, vencedor de vários prêmios internacionais, e como “Boca Fechada”, no qual trabalhei mais na linha do humor negro e que também fui muito feliz. O Guy Ritche é um diretor com uma linguagem que me agrada muito e o “Snatch – Porcos e Diamantes” é um dos melhores dele.

Minha linguagem nesse filme vai por um caminho bem próximo, por que acho que comunica muito com o público que é fã do MMA, mas vamos também trazer para a realidade do nosso Brasil. Como é uma ficção e não uma biografia, ficamos mais livres para explorar tudo sobre os bastidores de um campeonato amador de MMA. Essa foi minha maior preocupação e que discuti muito com o roteirista Leandro Franz, o fotografo Dino Poli e o produtor Guilherme Motta. Acho que chegamos em um tratamento que me agrada muito, já se vão seis anos trabalhando nesse filme.

Muitos fãs se queixam do modo como o MMA era retratado no cinema, como algo bárbaro ou ignorante, sem aproveitar os dramas, os aspectos emocionantes e o lado positivo das artes marciais. Isso vem mudando com filmes como “Guerreiro” de Gavin O’ Connor e “Mais Forte Que O Mundo” de Afonso Poyart. Qual será a abordagem sobre o MMA em “Vida de Lutador”?
A temática principal do filme é a confiança. Em quem é possível confiar em um mundo regrado por um egoísmo e ambição desmedida? Durante o desenrolar da história, várias reviravoltas giram a engrenagem dos acontecimentos e mudam a perspectiva de quem é bom e quem é mau. Essas características são movidas pela ambição dos personagens, seja por dinheiro, seja por poder – ou mesmo apenas pela honesta (ou nem tanto?) busca desesperada de sair desse mundo movido a tantas mentiras. Todos são passionais, mas ninguém é confiável nesse universo. É cada um por si, e o último a descobrir essa regra com certeza já está fora do jogo faz tempo. Existe um cuidado especial em relação à forma de contar a história.

O filme vai acompanhar o Cris (Júlio Rocha), jovem inexperiente, com apenas três confrontos oficiais. É um lutador apenas moderadamente talentoso, não é nada demais e sabe disso. Tem muito medo de levar porrada, o que não combina com um lutador de MMA, e, justamente por isso, foge de seu maior adversário. A luta é combinada (a ideia é que Sr. Bloom, interpretado por Luciano Chirolli, fature com sua casa de apostas), mas os ferimentos e a dor vão ser de verdade. Contrariando o perfil clichê, o Cris lê muito e tem inteligência acima da média – que guarda mais para si, fazendo-o parecer, às vezes, um pouco introspectivo demais.

Você terá algum técnico ou atleta profissional de MMA ou Jiu-Jitsu como consultor do filme para dar mais realismo às cenas de luta?
Sim, além de profissionais do MMA, vamos ter também dubles acostumados com filmes de lutas. Uma parte dessa equipe fez o filme do Afonso Poyart “Mais Forte Que O Mundo”, são parceiros de longa data meus como o Agnaldo Bueno, um dos melhores profissionais da área. O público pode esperar muito realismo nas cenas de lutas e ação em geral no filme, vai ser um grande desafio realizar esse trabalho.

Você já acompanhava MMA antes do filme ou começou a fazê-lo para se preparar para o filme? Quem são os seus lutadores preferidos?
Quando adolescente lutei Jiu-jitsu e sempre fui muito fã de lutas. Acompanhava o Pride no auge do Japão, reunia muitos amigos em casa para ver o Wanderlei Silva bater pênalti (risos). Era uma época muito mais violenta do que é hoje o UFC. Meu gosto pelo boxe veio primeiro, vendo nas madrugadas as lutas do Mike Tyson. Ele era incrível. Ficávamos até altas horas e ele ganhava no primeiro assalto e aí para dormir depois era um sacrifício (risos). Depois veio o MMA e até hoje sou fã e fico as madrugadas acordado para ver as lutas.

Conheço muito do esporte e por isso esse projeto é muito especial para mim. Claro que sou muito fã dos brasileiros como Anderson Silva, José Aldo, Vítor Belfort, o Wanderlei Silva que era o maior no Pride. Enfim…muita gente boa. Atualmente o Jon Jones é, para mim, sem dúvida nenhuma, o melhor lutador da atualidade. Pena estar se envolvendo com muitas coisas erradas fora do Octógono. Nosso filme vai por essa linha.

Alberto Ramos ensina sua nova técnica de Jiu-Jitsu: o amansa-sogro

Professor Alberto Ramos com seu faixa-azul e sogro Ernesto Ferro. Foto: Arquivo pessoal

Um confere com o sogrão? O que você faria se tivesse que dar um treininho com o pai da sua patroa, amigo leitor? Soltinho ou arranca-rabo?

O professor GMI Alberto Ramos, da nossa academia associada GFTeam Cachambi, costuma viver esse dilema com o sogrão boa-praça Ernesto Ferro, que é faixa-azul. Sua amada Karen Ferro aprova e estimula o treininho em família.

Para mostrar como se faz, Alberto enviou para nós uma posição de passagem de guarda com armlock, com a ajuda de Ernesto como sparring. Veja a movimentação no vídeo e, mais uma vez, parabéns a toda família pela união e amor ao Jiu-Jitsu!

Campeonato Meiaguarda de Jiu-Jitsu encerra inscrições nesta quarta-feira

Banner com nova data anuncia o Campeonato Meiaguarda de Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação

Por problemas no ginásio, o Campeonato Meiaguarda de Jiu-Jitsu, que seria realizado no dia 26 de novembro, teve de ser adiado para 9 de dezembro, no mesmo local, o Sesc-Centro. Com isso, as inscrições seguem abertas, mas o interessado em disputar o torneio chancelado pela FJJCE, única entidade cearense filiada à CBJJ, deve correr. O período de registro termina nesta quarta-feira, 6 de dezembro.

Não perca esta chance de somar 45 mil pontos ou mais no Ranking MEIAGUARDA e disparar na liderança, ou para quem vem atrás ultrapassar o primeiro colocado. Vale lembrar que o atleta pode chegar no G4, grupo seleto que vai disputar o Desafio do Ranking MEIAGUARDA.

Além disso, os campeões dos absolutos adulto vão ganhar kimonos e troféus, enquanto quem mandar bem no restante dos abertos vai ser recompensado com troféus. A competição tem a promessa de mais um show aguerrido da arte suave.

Não esqueça, as inscrições terminam nesta quarta-feira, 6 de dezembro.

Para confirmar seu nome basta se dirigir à sede da FJJCE que fica na Rua Professor Morais Correia, 720 – Parquelândia, próximo ao Supermercado Frangolândia, entre 10h e 21h. Veja os valores:

Categoria – R$ 60
Absoluto – R$ 60
Projetos Sociais – R$ 40 (somente categoria)

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (85) 98954-3813 e (85) 98765-9290 ou pelo e-mail fejjce@hotmail.com

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Campeão mundial de judô, Luciano Corrêa anuncia aposentadoria dos tatames

Luciano em ação nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Foto: Divulgação

Depois de 30 anos dedicados ao judô, Luciano Corrêa, meio-pesado da seleção brasileira e do Minas Tênis Clube, anunciou sua aposentadoria dos tatames. Campeão mundial em 2007 e representante do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012, o brasiliense encerra sua carreira competitiva aos 35 anos de idade.

Sua trajetória no esporte começou aos quatro anos, quando deu os primeiros passos no dojô em Brasília. Aos 16, Luciano foi integrado à equipe do Minas e aos 19 sagrou-se campeão pan-americano Júnior (Sub 20), em 2001, ano em que também venceu a seletiva nacional e entrou para a seleção principal do Brasil.

Foram 16 anos servindo a seleção e inúmeros títulos conquistados: é tricampeão brasileiro, tricampeão dos Jogos Mundiais Militares, bicampeão do Campeonato Pan-Americano, bicampeão dos Jogos Pan-Americanos, multimedalhista em etapas de Open, Copa do Mundo, Grand Prix e Grand Slam do Circuito Mundial da FIJ, bronze no Campeonato Mundial do Cairo, em 2005, e campeão mundial no Rio, em 2007.

Força, superação, raça, espírito de equipe e liderança são características que sempre acompanharam Luciano Corrêa em seus combates e que, assim como suas conquistas, ficarão como legado de sua bela trajetória no judô.

Leia abaixo a carta de despedida de Luciano Corrêa:

“Encontrar as palavras certas pra falar sobre essa decisão é algo difícil e amedrontador ao mesmo tempo. O judô entrou na minha vida de uma forma arrebatadora, tudo relacionado a esse esporte é apaixonante. E mesmo hoje, quase 30 anos após ter iniciado minha carreira na academia Ivanez, o que sinto é igual ou ainda maior. Após meu primeiro campeonato brasileiro em 1992, acompanhado do meu melhor amigo e incentivador que é meu pai, eu disse que meu maior sonho era ser campeão mundial de judô e medalhista olímpico. Nenhum de nós dois fazia ideia do que seria necessário ser feito pra atingir ou se existiria alguma chance, o que tínhamos no coração era um sonho. E a ele, minha mãe Antônia, minhas irmãs Jeane e Viviane que escrevo nesse momento: nada seria possível sem vocês. Obrigado por todos os momentos vividos que não me cabe descrevê-los aqui.

Comecei minha jornada na minha cidade Natal em Brasília, aos 16 fui convidado pelo sensei Floriano Almeida para ingressar a equipe do Minas Tênis Clube, entidade que represento há 17 anos e me proporcionou toda estrutura necessária para que meus sonhos enquanto atleta de judô pudessem ser alcançados, se tornou uma família e faz parte de mim. Fiz dentro do Minas, amizades que guardo no coração, memórias inesquecíveis da antiga geração, tantos irmãos que me auxiliaram e me mostraram como a prática do judô vai muito além das disputas no tatame.

Meu tio Marcos e minha Tia Janda, que receberam aquele adolescente cheio de sonhos e ansioso pela liberdade que passou a ter: meu muito obrigado.

À Sara, que me ensinou ainda cedo que o amor perdura além dessa vida, eterna saudade. Ao staff do MTC . A todos vocês que fizeram parte de meu convívio e trajetória no esporte: minha eterna gratidão.

Aos meus companheiros de seleção, quantos momentos inesquecíveis: comemoração das vitórias e ombro amigo nas derrotas. Meu padrinho de casamento Leandro Guilheiro, acompanhei de perto sua jornada, e um dos momentos que nunca esquecerei: sua persistência e força, lutando não apenas contra os adversários, mas contra lesões do corpo pra conquistar a merecida segunda medalha olímpica em Pequim.

Quatro anos antes, tive a honra de torcer e assistir meu irmão Flávio Canto conquistar sua medalha olímpica. João Derly, nosso bi campeão mundial de judô e Tiago Camilo, que honra poder ter conquistado uma medalha pro Brasil no mesmo mundial que vocês. Mário Sabino, Leonardo Leite, Renan Nunes,Hugo Pessanha, Rafael Buzacarini, companheiros de categoria; me faltam palavras pra agradecer os ensinamentos e motivação que vocês me proporcionaram. Não fosse pela respeitosa rivalidade, eu não teria persistido. Obrigado e sucesso aos que seguem lutando por seus sonhos, estarei a partir de agora, torcendo do outro lado do ginásio.

Agradeço a todos da Confederação Brasileira de Judô, que represento com orgulho desde 2001, por todo trabalho duro e empenho nas conquistas do judô brasileiro. Paulo Wanderley,Silvio Acácio, Ney Wilson, Luiz Juniti Shinohara, Fúlvio Miyata e toda equipe, vocês fazem parte de cada medalha conquistada por cada um de nós.

Às guerreiras do judô feminino do Brasil, desde Fabiane Hukuda, Rosicleia, Priscila, Ednanci, Dani Zangrando e tantas outras que abriram portas pra que em 2008 Ketleyn Quadros conquistasse a primeira medalha olímpica do judô brasileiro. Sarah, Mayra, Rafaela,Erika, vocês são heroínas, são motivos de orgulho pra todos os judocas e toda nação.

Por falar em heróis, como não citar meu maior ídolo Aurélio Miguel, que tietei pela primeira vez em 1988, e até hoje faço questão de reverenciá-lo; obrigado por seu exemplo, sua entrega e conquistas pro país.

Ao Exército Brasileiro, que pude servir por oito anos com honradez, compreendendo a grandiosidade de vestir a farda verde oliva e ter muito orgulho do meu país. Rauno Símola e André Fernandes, será impossível pra mim expressar a gratidão que tenho pelo apoio a mim ofertado nos momentos mais difíceis e cruciais de minha carreira.

São infinitas as lições aprendidas com o judô, por isso, nunca serei um ex atleta, está impresso dentro de mim os valores aprendidos através do esporte, e são eles que irei carregar pro resto da vida, onde quer que ela me leve.

Tenho consciência e gratidão por tudo que o esporte me proporcionou, e meu desejo, é que essas lições e oportunidades sejam ofertadas a mais e mais jovens desse país, e é através do Esporte sem Fronteiras que busco, humildemente, retribuir tudo que a modalidade me proporcionou.

E minha amada esposa Joanna Maranhão, que conheci em 2009, por toda compreensão, companheirismo e amor a mim dedicados. Obrigado por me ensinar que vale a pena enfrentar e persistir, que vale a pena lutar pra promover sementes de mudança no mundo, por buscar a todo instante melhorar a si mesmo, por todo incentivo nos momentos cruciais e difíceis da jornada, principalmente agora, por toda paciência e longas conversas para chegarmos juntos a decisão que o momento da transição chegou. Meu amor sem palavras pra descrever seu apoio incondicional, eu te amo.

Finalizo essa carta na certeza de que tudo fiz para alcançar meus objetivos, aos amantes do Judô e toda torcida Brasileira, quem me dera fosse possível proporcionar mais momentos de alegria através do esporte, obrigado a cada um de vocês, pela compreensão e apoio nos tristes, porém, necessários momentos de derrotas. Sigo a partir de agora lutando fora do tatame pelo Judô Brasileiro.

Atenciosamente e carinhosamente,
Luciano Corrêa”

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Roberto Godói gradua com 1.200 faixas e celebra força do Jiu-Jitsu em São Paulo

Professor Roberto Godói à frente de sua equipe na graduação da G13. Foto: Divulgação

Fim de ano é época de festa em todos os segmentos, e no nosso querido Jiu-Jitsu não podia ser diferente. Com o término da temporada, nossas academias GMIs trazem para seus alunos mais dedicados suas confraternizações de graduação, e para o nosso GMI Roberto Godói, da equipe G13, a de 2017 teve um gosto especial.

Foram 1.200 atletas da sua equipe que receberam novas graduações, resultado de um ano repleto de treinos duros, lutas competitivas e altas colocações no pódio em todo o mundo.

Para Godói, o resultado se dá por longos anos de dedicação e paixão ao esporte: “‘Uma boa ideia, e no minimo 10 anos de trabalho para o sucesso.’ Nesse caso, em especial, é mais que uma boa ideia e sim uma paixão. E não 10 anos, mas sim 30 anos de Jiu-Jitsu para construir essa família. Parabéns a todos os alunos e professores envolvidos.  Ano após ano, cada vez melhor, maior e mais unidos.”

E você, amigo leitor, planeja ou já realizou uma grande festa de graduação? Entre em contato com nossa equipe GMI e saiba como contar a sua história!

Vídeo Jiu-Jitsu: o treino de gerações entre Ralph e Roger Gracie

Roger e Ralph Gracie fizeram bela movimentação no treininho antes do Gracie Pro. Foto: Reprodução

Antes de enfrentar Marcus Buchecha no Gracie Pro, o mito Roger Gracie fez sua preparação se embolando com muitos craques da arte suave, como Roberto Cyborg, Leonardo Leite & cia. Um destes parceiros de treino de luxo foi seu primo, Ralph Gracie.

O treininho em família rolou nos tatames da academia Alliance Rio, no Leblon, em julho. Dias depois, Roger venceria a superluta do Gracie Pro, ao finalizar Buchecha pelas costas. Veja no vídeo a seguir o treino entre Roger e Ralph, e estude com o estilo ofensivo das diferentes gerações da família Gracie.

https://www.youtube.com/watch?v=XJoKyX9ibVY

Quem é Muzio De Angelis, professor da Brasa / Muzio BJJ na Gávea, RJ

Muzio De Angelis, vestido com traje de árbitro, com o amigo e atleta Matheus Costa. Foto: Deb Blyth

Na idade que muitas crianças cariocas costumam ganhar uma bola, Muzio Bruno De Angelis ganhou seu primeiro kimono de Jiu-Jitsu. Filho de Pierino De Angelis, aluno do mestre em defesa pessoal João Alberto Barreto, o pequeno Muzio começou a treinar aos 5 anos.

Aos 16 anos, foi levado pelo pai para treinar com Sylvio Behring em Copacabana, até seu professor partir para ensinar em São Paulo. Muzio então passou a treinar com o temido guardeiro Roberto Traven, e com ele pegou a faixa-preta, no dia 1º de dezembro de 1994, aos 22 anos.

Seu Pierino insistia que o filho se formasse em ciências contábeis, mas Muzio De Angelis abraçou de vez a carreira de competidor. Em 1996, decidiu se testar no vale-tudo, quando participou no Rio do 1º Circuito de Lutas FreeStyle – Jiu-Jitsu x kung fu. Ele finalizou o oponente Luiz Ricardo no mata-leão, no primeiro assalto. Pendurou o kimono em 2008, com o ouro no Internacional de Masters, no Tijuca. Esta é apenas uma das mais de cem medalhas que coleciona em casa.

Formado em educação física, o professor da equipe Brasa foi um de nossos primeiros GMIs, e é há tempos um dos principais árbitros do Jiu-Jitsu mundial, tendo dado dezenas de cursos de regras pela IBJJF, em dezenas de cidades do Brasil e do exterior. Ensina na Gávea, na Academia Gávea Gym e na Sociedade Germânia.

Serviço:

Muzio De Angelis Jiu-Jitsu / Brasa
Praça Santos Dumont, nº 62, Gávea, Rio de Janeiro
# (21) 99417-0233/ 21 3518-7202
muziodeangelis@hotmail.com
www.muziodeangelis.com

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Amarração desclassifica e decide absoluto faixa-preta no Brasilia Open de Jiu-Jitsu

Desclassificação que definiu o ouro no Basília Open de Jiu-Jitsu. Foto: Black Bull Squad/IBJJF

O final de semana no Distrito Federal foi repleto de Jiu-Jitsu com a realização do Brasília Open, que reuniu grandes nomes da arte suave em duelos de tirar o fôlego.

Atletas de todas as faixas se enfrentaram na competição em busca do ouro internacional, e na disputa entre a elite não podia ser diferente.

Destaque para Cláudia do Val, atleta da equipe De la Riva. Para fechar uma temporada brilhante, com muitos títulos na faixa-preta, a casca-grossa entrou para lutar em Brasília e faturou ouro duplo.

Sem adversárias no peso pesado, Cláudia venceu a primeira luta no absoluto e partiu para a final contra a não menos casca-grossa Bia Basílio, da Almeida Jiu-Jitsu. O resultado do combate, porém, foi inesperado: Bia Basílio acabou desclassificada no decorrer do combate após acumular quatro punições.

Nosso GMI Rodrigo Totti, responsável pela arbitragem do evento, explicou o ocorrido: “A Cláudia e a Bia receberam três punições seguidas por puxar para a guarda juntas. Após 20 segundos sem definir quem iria passar, o árbitro mandou as duas levantarem com uma punição para cada lado. Nas três primeiras punições foi pela mesma falta. No decorrer da luta, porém, o árbitro entendeu que a Bia Basílio agiu com falta de combatividade, e com a quarta punição foi declarada a desclassificação da mesma.”

No masculino, Cássio Francis (Gracie Barra) ficou com o ouro no peso aberto. Após faturar a prata no super pesado, a fera voltou ainda mais forte para o absoluto e conseguiu ficar com o topo do pódio. Outro destaque ficou para nosso GMI Juninho Boi, da FF Team. Depois de lutar com garra no Paris Open de Jiu-Jitsu, nosso professor credenciado voltou para o Brasil e conquistou no Brasília Open o ouro no master 1 super pesado.

Por equipes, a Gracie Barra liderou com 374 pontos, seguida pela Ribeiro Jiu-Jitsu, com 333 pontos, e a GFTeam ficou com o terceiro lugar, ao somar 214 pontos.

Confira abaixo os resultados na faixa-preta!

Preta / Adulto / Masculino / Galo 1 – Raul Gomes Marcello – Ribeiro Jiu-Jitsu

 

Preta / Adulto / Masculino / Pluma 1 – Cleber de Sousa Fernandes – Atos Jiu-Jitsu 2 – Jefferson Henrique Gomes Teodoro – ZR Team Brasil 3 – Albert Sant’anna de Carvalho – GF Team 3 – Francisco Jheymisson A. Andrelino – Alliance JJ

 

Preta / Adulto / Masculino / Pena 1 – Rodrigo Lopes Cardoso – Bruno Bastos Association 2 – Niélton Soares Mendes – PSLPB Cicero Costha 3 – Doriandson de Lira Talmaturgo – Carioca Team 3 – Glaudiston Luiz Simczak – Fight Sports

 

Preta / Adulto / Masculino / Leve 1 – Eduardo Jantzen Simões Lopes Baptista Vieira – CheckMat 2 – Jan Buatim Wamser – Ns Brotherhood 3 – Italo Ungurean Carvalho Gules – ACT JJ 3 – Victor de Matos – Zenith BJJ

 

Preta / Adulto / Masculino / Médio 1 – Chaise Olimpio Ivo Cavalcante Albuquerque – GF Team Rondônia 2 – Alexandre Cavalieri Gomes da Silva – Alliance RJ 3 – Chairo Olimpio Ivo Cavalcante Albuquerque – GF Team Rondônia 3 – Yuri Alves de Abreu – GF Team

 

Preta / Adulto / Masculino / Meio-Pesado 1 – Matheus Godoy Romero – Alliance SP 2 – Vinicius Carvalho Garcia – Ns Brotherhood 3 – Felipe Sousa Nilo Mendes – De La Riva JJ 3 – Juan Marcel – FF Team BJJ

 

Preta / Adulto / Masculino / Pesado 1 – Henrique Russi Felix de Lima – CheckMat 2 – Marcus Vinicius Lopo Ruiz – Ns Brotherhood 3 – Filipe Salles Grilli – Nova União 3 – Moises Cavalcante – GF Team

 

Preta / Adulto / Masculino / Super Pesado 1 – Daniel Van Huysse Nascimento – Gracie Barra 2 – Cássio Francis da Silva – Gracie Barra 3 – Marcos Aurélio Goulart Alves Junior – GF Team 3 – Vitor Fabio Martins Toledo – Atos Jiu-Jitsu

 

Preta / Adulto / Masculino / Pesadíssimo 1 – Igor Ribeiro Marques – Ns Brotherhood 2 – Diego Gustavo Cordeiro Cabral – Zenith BJJ 3 – Dyego Fernandes – GF Team 3 – Werneck Ferreira Wolter – Nova União

 

Preta / Adulto / Masculino / Enum_WeightDivision_Absoluto_Label 1 – Cássio Francis da Silva – Gracie Barra 2 – Igor Ribeiro Marques – Ns Brotherhood 3 – Alexandre Cavalieri Gomes da Silva – Alliance RJ

3 – Marcos Aurélio Goulart Alves Junior – GF Team

Preta / Adulto / Feminino / Pena 1 – Anidete Ferreira – ZR Team Brasil Preta / Adulto / Feminino / Leve 1 – Bianca Barbosa Basilio – JFC Almeida JJ Preta / Adulto / Feminino / Médio 1 – Barbara Gomes dos Santos – Universidade Católica de Brasília Preta / Adulto / Feminino / Pesado 1 – Claudia Fernanda Onofre V. Doval – De La Riva JJ

Max Holloway nocauteia José Aldo e defende cinturão peso-pena no UFC 218

Holloway venceu Aldo no reencontro pelo cinturão dos pesos-penas. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

Grandes duelos foram apresentados no UFC 218, realizado na noite desse sábado, dia 2 de dezembro, em Detroit, EUA. O card, que contou com 13 lutas, foi encabeçado pelo combate entre Max Holloway e José Aldo pelo cinturão peso-pena da organização, e o havaiano levou a melhor sobre o brasileiro ex-campeão.

A luta, programada para cinco rounds, mostrou um Aldo mais forte fisicamente e com novas armas para a disputa, que remontava a peleja anterior entre os dois, no UFC Rio em junho deste ano, luta na qual Holloway roubou o cinturão do brasileiro.

Com fortes chutes e muita movimentação no boxe, Aldo trabalhou no contra-ataque no primeiro assalto e teve boas investidas em pé. Contudo, Holloway se mostrou superior com grande volume de golpes e domínio do octógono. Alguns momentos de trocação franca agitaram o ginásio, mas a pujança gasta nestes custou caro para Aldo no terceiro assalto.

Aparentemente cansado, Aldo partiu para o tudo ou nada, se expondo mais ao atirar seus socos. Na média para a curta distância, com braços maiores, Holloway acertou mais e melhor, o Aldo acabou por sentir a pressão após uma sequência de joelhada e socos. O brasileiro tentou levar para o chão e trabalhar o Jiu-Jitsu, mas acabou por baixo em posição favorável para o havaiano, que desferiu golpes por cima até a interrupção do árbitro. Vitória e cinturão defendido para Max Holloway, com o nocaute técnico anotado no fim do terceiro round.

Na luta coprincipal, uma colisão de pesos pesados revelou o próximo desafiante de Stipe Miocic, atual dono do título. Francis Ngannou, camaronês naturalizado francês, confirmou seu favoritismo ao implodir Alistair Overeem no primeiro assalto, com um upper letal no queixo. Outros dois brasileiros atuaram no card: Charles Do Bronx, que usou e abusou de seu estilo no Jiu-Jitsu, com belas transições e tentativas de finalização, mas não foi páreo para os golpes de Paul Feder no ground and pound; e Alex Cowboy, que fez uma das melhores lutas do ano contra Yancy Medeiros, em duelo de altos e baixos para ambos os atletas, mas que teve o havaiano como vitorioso após Alex sentir o gás no terceiro assalto e ser bombardeado na trocação.

Confira abaixo os resultados completos do evento.

UFC 218
Detroit, EUA
2 de dezembro de 2017

Max Holloway venceu José Aldo por nocaute técnico aos 4min51s do R3
Francis Ngannou nocauteou Alistair Overeem a 1min42s do R1
Henry Cejudo venceu Sergio Pettis na decisão unânime dos jurados
Eddie Alvarez venceu Justin Gaethje por nocaute técnico aos 3min59s do R3
Tecia Torres venceu Michelle Waterson na decisão unânime dos jurados

Card preliminar

Paul Felder venceu Charles do Bronx por nocaute técnico aos 4min06s do R2
Yancy Medeiros venceu Alex Cowboy por nocaute técnico aos 2min02s do R3
David Teymur venceu Drakkar Klose na decisão unânime dos jurados
Felice Herrig venceu Cortney Casey na decisão dividida dos jurados
Amanda Cooper venceu Angela Magaña por nocaute técnico aos 4min34s do R2
Abdul Razak Alhassan venceu Sabah Homasi por nocaute técnico aos 4min21s do R1
Dominick Reyes finalizou Jeremy Kimball no mata-leão aos 3min39s do R1
Justin Willis venceu Allen Crowder por nocaute aos 2m33s do R1

Jiu-Jitsu: A chave de panturrilha que sacudiu o TUF 26 Finale nessa sexta-feira

O ajuste de Brett na chave que brilhou no octógono de Las Vegas. Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC via Getty Images

Quase despercebido, abafado pelo grandioso UFC 218 que rola neste sábado, em Detroit, o TUF 26 Finale apresentou grandes lutas em Las Vegas na noite dessa sexta-feira, e foi um prato cheio para o fã de Jiu-Jitsu.

Primeiro, vale ressaltar que o card preliminar foi apimentado por três finalizações em cinco lutas, todas no armlock. Mas a cereja do bolo ficou para a primeira luta do card principal.

Brett Johns, atleta peso-galo, encarou o ex-desafiante ao cinturão Joe Soto, e uma rápida transição levou à finalização mais bonita da noite: ao defender um ataque de Soto no single-leg, Brett aproveitou o giro para laçar a canela adversária e finalizar numa brutal chave de panturrilha.

Confira no vídeo abaixo a transição e a finalização que sacudiu o TUF 26 Finale!

Jiu-Jitsu: O adeus ao grande mestre Candoca

Grande mestre Candoca orgulhoso com sua faixa-vermelha. Foto: Reprodução

Texto: Willian von Sohsten*

Os tatames perdem mais uma grande referência. Neste último dia 30 de novembro o grande mestre Candido Casalle, mais conhecido como mestre Candoca, faleceu de causas naturais aos 95 anos de idade, fruto de uma vida regrada e dedicada ao Jiu-Jitsu.

Filho dos imigrantes italianos Tomas Casalle e Concheta Amaruca, Candoca nasceu em Santa Eudóxia e teve 23 irmãos. Trabalhou como peão, domador de animais e carroceiro, constituiu família e teve três filhos.

Aluno de George Gracie, o Gato Ruivo, o grande mestre Candoca foi um dos pioneiros a difundir a arte suave no interior do Estado de São Paulo.

Começou a treinar com George Gracie e João Gonçalves “Peixinho”, em Rio Claro, em 1942. Por volta de 1957, George mudou-se para São Carlos, onde fundou a academia que mais tarde ficaria sob o comando de outro aluno seu, Romeo Bertho. grande mestre Candoca foi um dos que ajudaram na mudança para São Carlos, pois na época era caminhoneiro e mecânico. Dois anos depois George resolveu expandir seu trabalho para Araraquara e após plantar os frutos do Jiu-Jitsu por lá deixou que o grande mestre Candoca ficasse como responsável pela academia local.

Candoca recebeu da Federação Paulista, aos 92 anos de idade, a maior honraria do Jiu-Jitsu a faixa vermelha de 9º grau e o título de grande mestre da arte suave, além de receber o título de cidadão araraquarense, cidade que o acolheu com tanto carinho.

Hoje os tatames celestes ganham mais um lutador de respeito e os discípulos que aqui ficaram satisfazem-se com a saudade e orgulho pelo grande mestre Candoca, que tanto fez pelo Jiu-Jitsu do interior.

*Willian von Sohsten é advogado, jornalista e faixa preta de 1° grau da equipe Cícero Costha

Vídeo: O estrangulamento relâmpago de Jackson Sousa no Paris Open de Jiu-Jitsu

Jackson no ataque pelas costas que valeu o título. Foto: Reproodução

Em ação no Paris Open de Jiu-Jitsu, realizado no último final de semana, a fera Jackson Souza, da Checkmat, brilhou ao faturar o ouro tanto no peso pesado quanto no absoluto.

Para abrir sua campanha vitoriosa com dois títulos na competição, Jackson encarou Samuel Monin (Gracie Barra) na final do peso, e não deu chances para o adversário na disputa.

Com um ataque certeiro pelas costas, com um estrangulamento justo, Jackson garantiu o ouro com pouco menos de um minuto de luta.

Veja o lance no vídeo abaixo e estude a movimentação para melhorar seus ataques no Jiu-Jitsu!

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