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Stipe Miocic: a aula de humildade do rei dos pesos pesados do UFC

Miocic com o cinturão dos pesados, devidamente defendido no UFC 220. Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC via Getty Images

* Publicado originalmente nas páginas de GRACIEMAG número 244, em 2017.

Nesta era pós-McGregor que o UFC está vivendo, passamos a acreditar que todo lutador precisa ser arrogante, marrento, desrespeitoso e polêmico se quiser ser campeão. Cada vez mais vemos atletas se vestindo como bufões, com óculos de sol à noite e com ofensas na ponta da língua contra colegas de profissão – que, vale lembrar, sofrem tanto quanto eles nos treinamentos. Em tempos nos quais ser um babaca virou pré-requisito para ganhar o estrelato, é um grande alento ter Stipe Miocic como o campeão dominante dos pesos pesados.

Embora o nome e o biótipo levem a crer que Miocic é natural de algum país da ex-União Soviética, o campeão é nativo americano do bucólico estado de Ohio. O peso pesado parece ter combinado as melhores características de sua ascendência croata e de sua pacata infância na cidade de Euclid (de menos de 50 mil habitantes): ostenta a frieza e a força dos lutadores do leste europeu com a tranquilidade e a cordialidade de alguns habitantes do interior dos Estados Unidos.

A primeira vez que o vi lutar foi em sua estreia pelo UFC. Era o UFC 136, de 8 de outubro de 2011, e lembro de ter achado legal vê-lo usando uma bermuda preta com a bandeira croata que imitava a clássica vestimenta do lendário Mirko “Cro Cop” Filipovic. Antes da horrível uniformização da Reebok, Stipe Miocic homenageava a nação de seus pais e de seu ídolo no MMA.

Me permitam abrir um parêntese aqui e, sem querer soar como um velho chato e saudosista, dizer que a padronização atual das bermudas dos atletas acabou com parte da personalidade e originalidade que são essenciais nos esportes individuais. Não teremos mais a bermuda com a geleira desenhada de Chuck “The Iceman” Liddell ou a entrada de Royce Gracie ou Georges St-Pierre com seus kimonos. Não teremos mais esse charme discreto que diferenciava os lutadores e divertia o público. Agora, do vestiário ao octógono, todos são obrigados a se portar da mesma forma e usar roupas semelhantes. O que, por sinal, deve estar deixando algo reprimido nos atletas, que, ao chegar para as coletivas de imprensa, precisam desesperadamente chamar a atenção. Mas estou divagando, vamos voltar a 2011 e ao longínquo UFC 136.

Confesso que só pela homenagem a Cro Cop já comecei a torcer por Miocic. Todavia, ele não ajudou muito a conquistar uma base de fãs naquela noite. Enfrentou o pançudo mediano Joey Beltran e precisou de três rounds para ganhar por decisão unânime dos jurados. Apesar de ter dominado o combate, fez uma luta feia e cansativa. Se fosse tomar por base apenas aquela noite, jamais diria que Miocic viria a se tornar campeão algum dia.

Seguiram-se então duas vitórias por nocaute e, quando começávamos a nos empolgar com o filho de croatas, veio outro banho de água fria. Em sua primeira luta principal de evento, no UFC on Fuel TV: Struve vs Miocic, Stipe foi nocauteado pelo grandalhão desengonçado Stefan Struve e sofreu a primeira derrota de sua carreira. Pensei comigo mesmo: cavalo paraguaio, ou melhor, croata paraguaio.

Pouco depois, tive a chance de vê-lo lutar pessoalmente. Na final do reality “The Ultimate Fighter Brasil 3”, Miocic deveria enfrentar Junior Cigano dos Santos. O brasileiro se machucou na última hora e foi substituído pelo meio-pesado Fábio Maldonado. Maldonado era conhecido por sua resistência anormal e por sua coragem. Esperava-se que ele fosse vender caro a derrota em três ou mais rounds de pancadaria. Eis que, com 35 segundos de luta, o ginásio do Ibirapuera tremeu com um direto demolidor com o qual Miocic derrubou Maldonado, que caiu praticamente apagado. O brasileiro deixou o octógono atônito, não por ter perdido (tinha plena consciência de que era o azarão), mas pela potência e acuracidade jamais sentidas num soco antes. Pensei comigo mesmo: não dá para subestimar um peso pesado com essa desenvoltura e precisão. E o tempo provou que fiz bem em rever meus conceitos.

Apesar de ter perdido a primeira luta contra Cigano quanto esta finalmente aconteceu (em dezembro de 2014), foi um combate sangrento e equilibrado que poderia ter sido vencido por qualquer um dos dois. Daí seguiu-se uma das vitórias mais dominantes da história do UFC, contra ninguém menos do que o duríssimo Mark Hunt. Aliás, dominante não chega a descrever adequadamente a unilateralidade dessa peleja: foram 361 golpes acertados por Miocic contra míseros 48 acertados por Hunt, até que a luta fosse interrompida no quinto round. Praticamente um monólogo.

Outro nocaute, dessa vez contra Andrei Arlovski, credenciou Miocic a disputar o cinturão dos pesos pesados. O americano entrava como azarão pois disputaria o título contra o campeão Fabricio Werdum, e na casa do adversário. Werdum vinha de uma atuação perfeita na qual finalizara o antigo bicho-papão Cain Velasquez e estava empolgado em fazer a luta principal do primeiro evento do UFC num estádio de futebol no Brasil, em Curitiba.

Fabricio é conhecido por ser brincalhão e não perdia uma chance de debochar e fazer caretas. Miocic, contudo, mantinha sua simplicidade e cordialidade. Não se alterou por um momento sequer e jamais provocou o oponente ou desrespeitou a torcida brasileira. De maneira simples e elegante, Stipe calou Werdum e os 45 mil presentes na Arena da Baixada ao nocautear o campeão com um cruzado enquanto andava para trás, conquistando o cinturão em território hostil.

Muitos atletas mudam sua personalidade quando se tornam campeões, rendendo-se à bajulação, à ostentação e à pressão para vender ingressos. O mais impressionante é que a consagração parece não ter alterado Miocic. Além de seguir portando-se discretamente e sendo respeitoso com os adversários, Stipe continua sendo membro efetivo do corpo de bombeiros do condado de Cuyahoga, em Ohio. Em recente entrevista, o peso pesado mais temido do mundo disse que continua até mesmo lavando latrinas no quartel de bombeiros, para “manter os pés no chão”. Parece seguir a canção do “Tremendão” Erasmo Carlos: “Mesmo hostil, qualquer gigante pode ser gentil”.

Na revanche contra Cigano, em maio de 2017, ambos os adversários mantiveram uma relação respeitosa, concedendo entrevistas sem baixarias ou provocações chulas. No UFC 211, o bombeiro campeão deixou para dar seu espetáculo onde realmente interessa: dentro do octógono. Encurralou e nocauteou seu último algoz aos 2min22s do primeiro round.

Com esse impressionante triunfo, Miocic acumulou sua quinta vitória consecutiva por nocaute, contra atletas de altíssimo nível (Hunt, Arlovski, Werdum, Overeem e Cigano) e igualou o recorde de defesas de cinturão do peso pesado. Essa categoria é justamente uma das favoritas dos fãs porque, devido ao tamanho e potência dos competidores, pode gerar conclusões emocionantes a qualquer momento – e para qualquer um dos lados. Para que o grande público voltasse a prestigiá-la, faltava apenas alguém para se manter no topo e garantir bons nocautes.

Stipe Miocic já começa a atrair multidões de volta ao peso pesado; sem estripulias, barracos ou excentricidades. Palmas para o Gigante Gentil.

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Lutando em casa, Marcus Buchecha comenta ansiedade da estreia no ACB Jiu-Jitsu

Marcus Buchecha em foto de Stefan Cocef

O Absolute Championship Berkut Jiu-Jitsu (ACBJJ) montou um card estelar para a sua primeira edição em 2018, que será realizada nesta sexta-feira, dia 26 de janeiro, em São Paulo. Entre os nomes do card está o decacampeão mundial de Jiu-Jitsu Marcus Buchecha. O faixa-preta, que assinou contrato com o evento russo no final do ano passado, fará o seu debute na organização em uma das superlutas, contra Mahamed Aly.

“A expectativa está bem grande para este campeonato. Esse evento está revolucionando o nosso esporte. Estou muito feliz em estar fazendo parte disso. O evento está crescendo muito, todos os grandes atletas já assinaram com a organização. Então, estou bastante ansioso para estrear no ACBJJ”, disse Buchecha.

O último campeonato que Buchecha lutou foi o ADCC, em setembro do ano passado, no qual conquistou o bicampeonato na categoria. Após descansar e curar algumas lesões, o atleta da Checkmat garante que está preparado e motivado para lutar em sua terra natal.

“Depois do ADCC eu dei uma parada. Isso foi bom porque pude descansar bem o corpo, já que o ano passado foi de muitas competições, e também para pensar os torneios que pretendo lutar este ano. E este ano vou priorizar as competições do ACBJJ”, enfatizou.

Com apenas 28 anos, recém completados no dia 8 de janeiro, Buchecha já quebrou diversos recordes na arte suave. Apesar de flertar constantemente com o MMA, ele garante que ainda não pensa em aposentadoria dos tatames.

“Acabei de completar 28 anos. Já senti um pé na categoria máster (risos). Ainda não parei para pensar em tudo o que conquistei até agora, mas tem sido uma carreira muito boa. Tenho alcançado muito dos meus objetivos, e realizei vários dos meus sonhos. Tenho certeza que ainda tem muita coisa pela frente. Estou longe de me aposentar. Ainda tenho muita vontade de lutar e acredito que isso seja o mais importante na carreira de um atleta”, encerrou.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Missão: guarda aberta

Em mais uma semana especial do curso da Renzo Gracie Online Academy, Leo Tunico ensina diversos macetes para você lutar com a guarda aberta, tanto do ponto de vista defensivo, como também pelo aspecto ofensivo, apresentando raspagens e finalizações. Com pegadas firmes, quadril solto, muita criatividade e todo o repertório de posições ensinadas por Tunico, você vai estar apto a superar os passadores mais habilidosos da sua academia. Na aula sobre qualidade de vida, confira um poderoso discurso motivacional feito pelo campeão de judô Jimmy Pedro.

A semana de Guarda Aberta do programa Renzo Gracie Online Academy está organizada da seguinte forma:

  • Cinco técnicas da guarda aberta.
  • Uma aula sobre qualidade de vida.
Dia 1: Segunda-feira Aula 1: Conceitos da guarda aberta



Aprenda noções gerais de posicionamento e de ajustes para lutar, em segurança, com a guarda aberta. Preste bastante atenção a como Tunico quebra a postura do oponente com a mão na gola, e também na maneira como controla a distância com um dos pés contra os quadris do passador, enquanto a outra perna faz movimentos circulares para estourar eventuais pegadas que o adversário venha a fazer na sua calça.

Dia 2: Terça-feira Aula 2: Raspagem da guarda-aranha


Uma das formas de lutar com a guarda aberta, sem perder o controle sobre a movimentação do oponente, é através do domínio das duas mangas do paletó do passador, usando os pés contra seus bíceps. É o que conhecemos popularmente como guarda-aranha. Leo Tunico revela detalhes de posicionamento para você executar com precisão uma das raspagens mais básicas da guarda-aranha.

Dia 3: Quarta-feira Aula 3: Triângulo da guarda-aranha

É preciso combinar dois ou três ataques em sequência. Esse é um dos segredos para tornar a sua guarda-aranha realmente eficiente. Nesta aula, Leo Tunico analisa uma situação corriqueira. O guardeiro tenta raspar o passador, que chega a se desequilibrar momentaneamente mas não tomba. Isso não quer dizer que o ataque tenha sido em vão. Tunico mostra que, no meio da movimentação, o passador se posicionou de forma vulnerável ao triângulo.

Dia 4: Quinta-feira Aula 4: Raspagem da guarda sentada

Os ajustes da guarda sentada requerem que você abrace uma das pernas do passador e, se possível, domine a manga do lado oposto. Preste muita atenção ao destaque que Leo Tunico dá à necessidade de quebrar a postura do oponente para conseguir raspá-lo.

Dia 5: Sexta-feira Aula 5: Lifestyle: A arte de desafiar a si mesmo

“Nada pode nos parar, a não ser nós mesmos”, diz o campeão de judô Jimmy Pedro. Nesta aula, Jimmy instiga você a sair da sua zona de conforto e buscar a realização dos seus sonhos, um verdadeiro empurrão de confiança e positividade para que você fure o bloqueio do medo e da preguiça e vá conquistar o que é seu.

Aula 6: Variação de raspagem para a guarda sentada

Leo Tunico mostra que, quando jogamos com a guarda sentada, o oponente tende a usar o joelho para projetar o nosso corpo contra o chão. Já sabendo disso, Tunico aciona um contragolpe eficiente, terminando por cima do adversário.

Renzo Gracie Online Academy

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Vídeo: Daniel Cormier derruba, domina no solo com o Jiu-Jitsu e defende cinturão no UFC 220

Cormier controla no crucifixo e vence Oezdemir. Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC via Getty Images

Já foi tempo em que o campeão do UFC podia ser muito bom em apenas uma modalidade. Na era do MMA moderno, apenas aqueles que conseguem ser completos chegam para ficar no topo de suas respectivas categorias, e Daniel Cormier é um desses competidores.

Dono do cinturão dos meio-pesados, o ex-wrestler olímpico cresceu muito em suas habilidades no boxe e, é claro, nas artimanhas do nosso conhecido Jiu-Jitsu. Um exemplo claro deste avanço foi demonstrado no UFC 220, realizado no último sábado, dia 20, em Boston, EUA.

Na luta coprincipal do evento, Cormier encarou o suíço Volkan Oezdemir pelo título da categoria. Após momentos de trocação franca no primeiro round, o americano decidiu levar para o solo e liquidar a fatura. No início do segundo assalto, Cormier pegou no single-leg e aplicou bela queda. Por cima, o campeão montou e controlou com superioridade. Volkan conseguiu repor para a meia-guarda, mas foi surpreendido com uma passagem e a transição de Daniel para o crucifixo, que de lá bateu até a interrupção do árbitro. Vale notar a estabilidade de Cormier para se manter por cima, com o quadril colado no adversário e o pé direito vivo, para evitar Oezdemir de livrar o braço.

Confira o lance no vídeo abaixo e estude o controle de Daniel Cormier no UFC 220!

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UFC 220
Boston, EUA
20 de janeiro de 2018
Stipe Miocic venceu Francis Ngannou na decisão unânime dos jurados
Daniel Cormier venceu Volkan Oezdemir por nocaute técnico aos 2min do R2
Calvin Kattar venceu Shane Burgos por nocaute técnico aos 32s do R3
Gian Villante venceu Francimar Bodão na decisão dividida dos jurados
Rob Font venceu Thomas Almeida por nocaute técnico aos 2min24s do R2

Card preliminar

Kyle Bochniak venceu Brandon Davis na decisão unânime dos jurados
Abdul Razak Al-Hassan venceu Sabah Homasi por nocaute aos 3min47s do R1
Dustin Ortiz venceu Alexandre Pantoja na decisão unânime dos jurados
Julio Arce venceu Dan Ige na decisão unânime dos jurados
Enrique Barzola venceu Matt Bessette na decisão unânime dos jurados
Islam Makhachev venceu Gleison Tibau por nocaute aos 57s do R1

Europeu 2018: Tayane vence Bia em final eletrizante no absoluto; português faz história na faixa-preta

Tayane voltou a vencer Bia Mesquita numa final de torneio da IBJJF. Foto: Beatriz Lina/GRACIEMAG

Fim de papo na receptiva Portugal, em mais uma edição inflamada do Europeu de Jiu-Jitsu da IBJJ. As feras da faixa-preta estiveram soltas no pavilhão multiuso de Odivelas, neste domingo, dia 21 de janeiro, e o resultado foi um verdadeiro show de Jiu-Jitsu para os fãs da arte suave no mundo todo.

Ponto alto do torneio, a disputa do absoluto trouxe emoção de sobre para o público que vibrou nas arquibancadas. Tayane Porfírio (Alliance) fez luta emocionante contra Bia Mesquita (Gracie Humaitá). Campeã peso leve, após finalizar Erin Herle (Alliance) no estrangulamento pelas costas, Bia teria mais uma vez a missão de tentar domar Tayane, campeã no superpesado ao superar Venla Luukkonen (Hilti BJJ) nos pontos.

O duelo foi acirrado. Bia vencia por cinco vantagens até os minutos finais da disputa. Após seguidas punições, a última por fuga, Tayane recebeu os dois pontos que valeriam a vitória para a atleta da Alliance, que mais uma vez garante o ouro duplo em Portugal.

No masculino, que ficou com o ouro absoluto foi Lucas Hulk. Após grande campanha no sábado, dia 20, nas chaves do absoluto, ele e Keenan Cornelius ficaram definidos como finalistas do aberto. Sem lutar na categoria de peso, Hulk voltou para o domingo e foi declarado campeão após fechar com Keenan para a Atos. Cornelius por sua vez, levou o ouro, ao finalizar Helton Junior (Cícero Costha) pelas costas na final peso pesado.

Outro destaque ficou para a conquista de Nelton Pontes. O professor da Gracie Barra Amora conquistou seu primeiro título europeu na faixa-preta, e também o primeiro título lusitano na competição. Ele marcou 18 a 0 sobre Arya Esfandmaz (Roger Gracie Academy) para morder o ouro no superpesado.

Na disputa por equipes, no masculino, a Cícero Costha ficou em primeiro com 84 pontos, seguida pela Alliance com 64 pontos, com a Atos em terceiro com 56 pontos. No feminino, temos a Alliance em primeiro com 51 pontos, Gracie Barra em segundo com 31 pontos, e GFTeam em terceiro com 25 pontos.

Confira abaixo os resultados das finais e os pódios completos!

MASCULINO

GALO
Hiago Gama (Alliance) finalizou Cleito Soares (Alliance) no leglock
PLUMA
Hiago George e João Miyao fecharam para a Cícero Costha
PENA
Márcio André (Nova União) venceu Gianni Grippo (Alliance) por 4 a 2 nos pontos
LEVE
Michael Langhi (Alliance) venceu Masahiro Iwasaki (Carpe Diem) nas vantagens
MÉDIO
Isaque Bahiense e Marcos Tinoco fecharam para a Alliance
MEIO-PESADO
Horlando Monteiro (Nova União ) venceu Renato Cardoso (Alliance) por 8 a 0 nos pontos
PESADO
Keenan Cornelius (Alliance) finalizou Helton Junior (Cicero Costha) no estrangulamento pelas costas
SUPERPESADO
Manuel “Nelton” Pontes (Gracie Barra) venceu Arya Esfandmaz (Roger Gracie) por 18 a 0 nos pontos
PESADÍSSIMO
Ricardo Evangelista (GFTeam) venceu Victor Honório (Qatar BJJ) nas vantagens
ABSOLUTO
Lucas Hulk e Keenan Cornelius fecharam para a Alliance

FEMININO

GALO
Serena Gabrielli (Flow) venceu Outi Järvilehto (Brasa CTA)
PLUMA
Vanessa English (Gracie Barra) venceu Liwia Gluchowska (Absolute MMA) nos pontos
PENA
Amanda Nogueira (GFTeam) venceu Bia Basílio (Atos) nos pontos
LEVE
Bia Mesquita (Gracie Humaitá) finalizou Erin Herle (Alliance) com um estrangulamento pelas costas
MÉDIO
Danielle Alvarez (Gracie Humaita) venceu Raquel Canuto (Zenith) nos pontos
MEIO-PESADO
Cláudia do Val (De la Riva) venceu Samantha Cook (Checkmat) na decisão dos árbitros
PESADO
Carina Santi (G13) venceu Jéssica Flowers (Gracie Barra) nos pontos
SUPERPESADO
Tayane Porfírio (Alliance) venceu Venla Luukkonen (Hilti BJJ) nos pontos
ABSOLUTO
Tayane Porfírio (Alliance) venceu Bia Mesquita (Gracie Humaitá) por 2 a 0 nos pontos

PÓDIO

 

Black / Adult / Male / Rooster 1 – Hiago Gama Sousa – Alliance 2 – Cleito Soares de Resende Junior – Alliance 3 – Koji Shibamoto – Tri-Force Jiu-Jitsu Academy 3 – Vincent Nguyen – GF Team France

 

 

Black / Adult / Male / Light-Feather 1 – Hiago George Santos Silva – Cicero Costha Europe 2 – João Ricardo Bordignon Miyao – Cicero Costha Europe 3 – Pablo Mantovani Dutra – Atos Jiu-Jitsu 3 – Rene Eduardo Lopez – Brasa CTA

 

 

Black / Adult / Male / Feather 1 – Marcio Andre da Costa Barbosa Junior – Nova União 2 – Gianni Paul Grippo – Alliance 3 – Isaac Doederlein – Alliance 3 – Isaque Alberto de Oliveira Paiva – Saikoo Jiu-Jitsu

 

 

Black / Adult / Male / Light 1 – Michael Alexandre Langhi – Alliance 2 – Masahiro Iwasaki – Carpe Diem 3 – Edwin Najmi – Gracie Barra 3 – Hugo Doerzapff Marques – Soul Fighters BJJ Tijuca

 

 

Black / Adult / Male / Middle 1 – Isaque Bahiense Braz – Alliance 2 – Marcos Vinícius da Silva Tinoco – Alliance 3 – Jaime Soares Canuto – GF Team 3 – Nathan Albrecht Mendelsohn – Coalition 95

 

 

Black / Adult / Male / Medium-Heavy 1 – Horlando de Jesus Monteiro – Nova União 2 – Renato Guimaraes Cardoso – Alliance 3 – Patrick Pontes Moura Santos Gaudio – GF Team 3 – Viking Wai Chun Wong – GF Team

 

 

Black / Adult / Male / Heavy 1 – Keenan Kai-James Cornelius – Atos Jiu-Jitsu 2 – Helton Jose Mendes da Silva Junior – Cicero Costha Europe 3 – Adam Wardzinski – CheckMat 3 – Jackson Sousa dos Santos – CheckMat

 

 

Black / Adult / Male / Super-Heavy 1 – Manuel António Ambrósio S. T. Pontes – Gracie Barra 2 – Arya Esfandmaz – Roger Gracie Academy 3 – Eliot Andrew Kelly – Yemaso Brazilian Jiu-Jitsu 3 – Marek Pawel Zbrog – Gracie Barra

 

 

Black / Adult / Male / Ultra-Heavy 1 – Ricardo Ferreira Evangelista – GF Team 2 – Victor Hugo Honório P. da Silva – Qatar BJJ 3 – Otavio de Souza Nalati – Guigo JJ

 

 

Black / Adult / Male / Open Class 1 – Lucas Daniel Silva Barbosa – Atos Jiu-Jitsu 2 – Keenan Kai-James Cornelius – Atos Jiu-Jitsu 3 – Tommy Lilleskog Langaker – KMR BJJ KIMURA 3 – Victor Hugo Honório P. da Silva – Qatar BJJ

 

Black / Adult / Female / Rooster 1 – Serena Gabrielli – Flow 2 – Outi Järvilehto – Brasa CTA

 

 

Black / Adult / Female / Light-Feather 1 – Vanessa English – Gracie Barra 2 – Liwia Gluchowska – Absolute MMA Australia 3 – Ana Talita de Oliveira Alencar – Alliance 3 – Tassia Vanessa Ferreira – Gracie Barra

 

 

Black / Adult / Female / Feather 1 – Amanda Monteiro Nogueira – GF Team 2 – Bianca Barbosa Basilio – Atos Jiu-Jitsu 3 – Emilia Tuukkanen – Gracie Barra 3 – Emilie Maxine M. H. Thylin – Gracie Humaita South Bay

 

 

Black / Adult / Female / Light 1 – Beatriz de Oliveira Mesquita – Gracie Humaita 2 – Erin Elizabeth Herle – Alliance 3 – Charlotte von Baumgarten – Alliance 3 – Líbia Christal Alves Gonçalves – Natural Kombat

 

 

Black / Adult / Female / Middle 1 – Danielle Renee Alvarez – Gracie Humaita South Bay 2 – Raquel Dayne Kaleialoha Paaluhi – Zenith BJJ – Las Vegas 3 – Maria Eduarda Vieira Santos – Brazilian Power Team International 3 – Renata Marinho Moreira – Alliance

 

 

Black / Adult / Female / Medium-Heavy 1 – Claudia Fernanda Onofre Valim Doval – De La Riva JJ 2 – Samantha Lea Cook – CheckMat

 

 

Black / Adult / Female / Heavy 1 – Carina Curvelo Santi – G13 BJJ 2 – Jessica da Silva Oliveira – Gracie Barra

 

 

Black / Adult / Female / Super-Heavy 1 – Tayane Porfírio de Araújo – Alliance 2 – Venla Orvokki Luukkonen – Hilti BJJ Jyvaskyla

 

 

Black / Adult / Female / Open Class 1 – Tayane Porfírio de Araújo – Alliance 2 – Beatriz de Oliveira Mesquita – Gracie Humaita 3 – Claudia Fernanda Onofre Valim Doval – De La Riva JJ 3 – Jessica da Silva Oliveira – Gracie Barra

 

Stipe Miocic domina Francis Ngannou e Daniel Cormier controla Volkan Oezdemir no solo por cinturões do UFC 220

Com inteligência e estratégia fina, Miocic controlou o perigoso Ngannou na luta principal. Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC via Getty Images

Dois cinturões em jogo no primeiro evento numerado do Ultimate em 2018 foi apenas a cereja do bolo. O card do UFC 220 trouxe para os fãs de MMA, nesse sábado, dia 20, um verdadeiro show de lutas na tela do Combate.

No duelo principal da noite, Stipe Miocic conseguiu domar o feroz Francis Ngannou para defender o cinturão peso pesado da organização, enquanto Daniel Cormier colocou suas quedas e jogo de solo afiado para controlar e vencer Volkan Oezdemir por nocaute técnico.

Na última luta da noite, Miocic tinha a missão de superar a locomotiva camaronesa Francis Ngannou. Mesmo com seu boxe poderoso, o campeão tinha pela frente um adversário tão bom ou ainda melhor com os socos, e a estratégia no duelo foi crucial para vencer a disputa.

Após um primeiro round delicado, no qual Ngannou deixou tudo para tentar o nocaute, Miocic posou como campeão e trabalhou bem as posições, inclusive com boa queda no primeiro round, no qual caiu com a guarda passada. Os rounds seguintes foram também ditados pelo dono do cinturão, que pesava sobre Francis para minar o fôlego do adversário enquanto batia. Foram cinco assaltos de controle absoluto e a recompensa de entrar para a história dos pesos pesados do UFC, como o primeiro atleta a denfender três vezes o cinturão mais pesado da organização.

Cormier controla no crucifixo e vence Oezdemir. Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC via Getty Images

Na luta coprincipal, Cormier mostrou mais uma vez que o seu título de campeão é para valer. Apesar das duas derrotas para o arquirrival Jon Jones, Daniel é de fato um dos mais completos atletas da divisão de meio-pesados. O suíço Oezdemir até que tentou provar o contrário, mas sucumbiu às habilidades de Cormier.

Volkan trabalhou da longa distância com seus socos poderosos, e tentou assustar o campeão. Contudo, após sentir a mão do suíço, Cormier foi para cima, disputou em pé algumas saraivadas e mostrou que seu jogo em pé é bom como o de solo. Só que, para liquidar a fatura, Cormier teve que colocar Oezdemir em águas mais profundas.

No início do segundo assalto, para definir, Cormier pegou no single-leg e levou para o chão. Por cima, o campeão montou e controlou com superioridade. Volkan conseguiu repor para a meia-guarda, mas foi surpreendido com a transição de Daniel para o crucifixo, que de lá bateu até a interrupção do árbitro. Vitória e cinturão para o completo Daniel Cormier.

Para os brasileiros, porém, foi uma noite difícil. Thomas Almeida, Francimar Bodão, Alexandre Pantoja e Gleison Tibau acabaram superados por seus adversários, resultado que mantém o time brasuca ainda em jejum de vitórias no UFC em 2018.

Confira abaixo os resultados completos do evento!

UFC 220
Boston, EUA
20 de janeiro de 2018

Stipe Miocic venceu Francis Ngannou na decisão unânime dos jurados
Daniel Cormier venceu Volkan Oezdemir por nocaute técnico aos 2min do R2
Calvin Kattar venceu Shane Burgos por nocaute técnico aos 32s do R3
Gian Villante venceu Francimar Bodão na decisão dividida dos jurados
Rob Font venceu Thomas Almeida por nocaute técnico aos 2min24s do R2

Card preliminar

Kyle Bochniak venceu Brandon Davis na decisão unânime dos jurados
Abdul Razak Al-Hassan venceu Sabah Homasi por nocaute aos 3min47s do R1
Dustin Ortiz venceu Alexandre Pantoja na decisão unânime dos jurados
Julio Arce venceu Dan Ige na decisão unânime dos jurados
Enrique Barzola venceu Matt Bessette na decisão unânime dos jurados
Islam Makhachev venceu Gleison Tibau por nocaute aos 57s do R1

Sonnen bate Rampage e Rory MacDonald fatura cinturão no Bellator 192

Sonnen e Rampage fizeram a luta principal do Bellator 192. Foto: Reprodução

Noite de grandes emoções na tela dos canais Fox Sports nesse sábado, dia 21. Para abrir o ano de 2018 com o pé direito, o Bellator realizou sua edição de número 192 com grandes nomes em ação.

Na luta principal, Chael Sonnen e Quinton “Rampage” Jackson entraram no cate para disputar uma vaga na semifinal do GP de pesos pesados do Bellator, que conta apenas com nomes estelares do MMA. Na luta, agendada para três assaltos, Sonnen trabalhou bem no primeiro round e quase finalizou no pescoço. Na segunda etapa, derrubou, caiu na meia-guarda e tentou a kimura. Rampage teve melhores chances no final do duelo, mas não foi suficiente para roubar de Chael Sonnen a vitória e o avanço no grand prix.

Agora, Sonnen aguarda o campeão de Fedor Emelinenko contra Frank Mir, em disputa marcada para abril deste ano. Estão também no páreo Matt Mitrioni e Roy Nelson, que se encaram em fevereiro, além de Ryan Bader e “King Mo” Lawlal, com batalha marcada para maio.

Na luta coprincipal da noite, Douglas Lima partiu em defesa do seu cinturão meio-médio, mas Rory MacDonald pisou no cage com fome de título. Com inteligência no duelo, Rory foi superior no primeiro assalto, superou a ascendente de Douglas no segundo e terceiro rounds, com forte chutes baixos que deixaram enorme inchaço na canela do canadense, e recuperou o atraso no quarto e quinto rounds para roubar o título e voltar com o cinturão para casa.

Outros destaques ficaram para Guilherme Bomba, que usou o Jiu-Jitsu refinado da BH Rhinos para finalizar Iva Castillo no kata-gatame; e Khonry Gracie, filho de Royce Gracie que, apesar da derrota na decisão para Devon Brock, fez boa estreia no MMA profissional em grande organização.

Confira abaixo os resultados completos!

Bellator 192
Inglewood, Califórnia, EUA
20 de janeiro de 2018

Chael Sonnen venceu Quinton “Rampage” Jackson na decisão unânime dos jurados
Rory MacDonald venceu Douglas Lima na decisão unânime dos jurados
Michael Chandler venceu Goiti Yamauchi na decisão unânime dos jurados
Aaron Pico venceu Shane Kruchten por nocaute técnico aos 37s do R1
Henry Corrales venceu Georgi Karakhanyan na decisão unânime dos jurados
Guilherme Bomba Vasconcelos finalizou Ivan Castillo no kata gatame aos 4min12s do R1
Devon Brock venceu Khonry Gracie na decisão unânime dos jurados
Jose Campos venceu Haim Gozali na decisão unânime dos jurados
Joey Davis venceu Ian Butler por nocaute técnico aos 39s do R1

Europeu 2018: Hulk x Keenan e Tayane x Bia nas finais do absoluto

Keenan Cornelius encara o companheiro de equipe Hulk na final do absoluto. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

O pavilhão Multiuso de Odivelas, em Portugal, recebeu neste sábado, dia 20 de janeiro, a nata da arte suave mundial para as primeiras disputas de faixa-preta no Europeu de Jiu-Jitsu 2018. E para abrir com o pé direito, foram definidas as finais do absoluto, masculino e feminino, com lutas de tirar o fôlego.

No masculino, a dupla da Atos Keenan Cornelius e Lucas Hulk encararam grandes duelos para garantir a vaga na disputa do ouro. Keenan, do seu lado da chave, teve que superar nomes como Ricardo Evangelista (GFTeam) e Victor Honório (Qatar BJJ), enquanto Hulk, do outro lado, bateu os conhecidos Elliot Kelly (Yemaso BJJ), Patrick Gáudio (GFTeam) e Tommy Langhaker (Kimura), este último que vinha embalado após finalizar Erberth Santos (Esquadrão de Jiu-Jitsu Brasileiro) no triângulo. Agora, resta saber se Keenan e Hulk, que treinam juntos na Atos, irão brigar pelo ouro ou fechar para a equipe. Keenan não costuma fechar, como visto em algumas finais contra o americano e também amigo de equipe Josh Hinger.

No feminino, as favoritas Tayane Porfírio (Alliance) e Betriz Mesquita (Gracie Humaitá) confirmaram as previsões e irão se enfrentar mais uma vez numa final de absoluto. Tayane fez seu caminho ao superar Carina Santi (G13) e Jéssica Flowers (Gracie Barra). Já Bia, para chegar na finalíssima, bateu Samantha Cook (Checkmat) e Cláudia do Val (De la Riva), esta últina que jpa havia tirado Biia Basílio (Atos) nas quartas de final.

Amanhã, dia 21, teremos o último dia de campeonato, com as divisões de peso na faixa-preta e as finais do absoluto que fecham o campeonato. E para você, amigo leitor, quem são os favoritos para conquistar o sonhado aberto do Europeu da IBJJF? Comente conosco!

Federação Maranhense de Jiu-Jitsu organiza torneio só para mulheres, em São Luis

A mulherada do Maranhão terá a chance de mostrar sua força num torneio exclusivo, em São Luis. Foto: Divulgação

O Jiu-Jitsu, a cada ano que passa, se torna um esporte ainda maior, com adeptos de todas as idades, e um grande grupo que está lotando as academias é o das mulheres.

Sem preconceitos no tatame, homens e mulheres treinam junto nos dojos, mas a Federação Maranhense de Jiu-Jitsu Profissional resolveu coroar a ebulição feminina da arte suave com uma homenagem à altura.

Para iniciar o ano com o pé direito, acontece no dia 27 de janeiro, em São Luis, o Grand Prix Feminino Supreme Jiu-Jitsu. O torneio contará com 12 grupos de quatro mulheres em busca pelo título, em uma noite que reunirá as maiores cascas-grossa do Maranhão.

Para maiores informações, confira o Instagram da Federação Maranhense de Jiu-Jitsu (@fmlpjiijitsu),o perfil do Supreme Jiu-Jitsu (@supremejiujitsu) e siga a hashtag #LuteComoUmaGarota para ficar por dentro das novidades sobre mais esta demonstração de força do Jiu-Jitsu feminino!

Gabi Pessanha, Thalison Soares e mais ouros na faixa-roxa e azul no Europeu de Jiu-Jitsu 2018

Gabi Pessanha com o primeiro dos dois ouros que ganhara no Europeu 2018. Foto: Reprodução

Com seu terceiro dia concluído na última quinta-feira, dia 18, O Europeu de Jiu-Jitsu de 2018 coroou todos os seus faixas-roxas e azuis campeões com seus respectivos ouros no pódio do pavilhão multiusos de Odivelas, em Portugal.

Entre os destaques na faixa-roxa, a carismática Gabrieli Pessanha, aluna de Márcio de Deus no Projeto Social Lutadores de Cristo, projeto na Cidade de Deus que é núcleo da nossa GMI Infight, confirmou o favoritismo e mordeu não só o ouro na divisão de peso super-pesado, ao vencer Eva Rosales (Infinity Martial Arts), mas também pescou o título do absoluto, ao bater Vanessa Pereira (Kimura).

No masculino, o sueco Camil Karahan, da Checkmat/Prana Jiu-Jitsu, sacudiu a poeira após a prata na divisão de peso pesado e voltou com tudo para o peso aberto. No absoluto, após duras batalhas, encarou e venceu Igor Tanabe (Over Limit BJJ) para garantir o ouro. Outro destaque na faixa-roxa fica para o intrépido Thalison Soares, da Cícero Costha, que mostrou seu Jiu-JItsu fino e fechou categoria de peso-galo com o companheiro de equipe Johnif de Oliveira Rocha.

Na faixa-azul, melhor para o brasileiro Vinicius Liberati. O atleta da equipe Cícero Costha vai voltar para casa com o almejado ouro duplo no Europeu, após vencer a final na divisão de peso pesado contra Adrian Ember (Zé Radiola) e depois mergulhar de cabeça com sucesso no absoluto, e bater Gerald Pietrosemoli (Toulon JJB) pelo ouro.

No feminino, mais um exemplo de superação e persistência. Depois de ficar com a prata na final do meio-pesado, a casca-grossa Barbara Bergbauer (Association Aranha) voltou com ímpeto ainda maior para disputar o absoluto, e o resultado veio após bater Océane Jativa (Academie Pythagore).

Confira abaixo os resultados parciais e fique ligado no GRACIEMAG.com para acompanhar o Europeu de Jiu-Jitsu 2018!

Blue / Adult / Male / Rooster 1 – Mauricio Duarte Mormille – CheckMat 2 – Shay Ananda Montague – SBG Ireland 3 – Matheus Felipe de Azevedo Silva – Quartel General da Luta 3 – Rodrigo João Lázaro de Matos – Carlson Gracie Team

 

Blue / Adult / Male / Light-Feather 1 – Cleison dos Santos Gabriel – Cantagalo Team 2 – Yohan Rodrigues de Melo Dias – Qatar BJJ Brasil 3 – Breno Santana de Azevedo – GF Team 3 – Thiago Herzog Melo de Oliveira – Alliance

 

Blue / Adult / Male / Feather 1 – Eduardo de Araujo Roque – Gordo Jiu-Jitsu 2 – Luiz Guilherme de Oliveira Rodrigues – Icon Jiu-Jitsu Team 3 – Jean Carlos Fonseca de Souza – Icon Jiu-Jitsu Team 3 – Shamad Aliev – Roger Gracie Academy

 

Blue / Adult / Male / Light 1 – Lucas Andre Galvão Protasio – ZR Team Association 2 – Pedro Hugo Cadete – Icon Jiu-Jitsu Team 3 – Guido De Gregorio Torrini – Tribe Jiu-Jitsu Roma 3 – Saul Sanchez Arias – Focus Jiu-Jitsu Espanha

 

Blue / Adult / Male / Middle 1 – Roman Nepota – ZR Team Association 2 – Lucas de Souza Gasse – Icon Jiu-Jitsu Team 3 – Faris Ben-lamkadem – Roger Gracie Academy 3 – Nicholas Patrik Sjoegren – CheckMat International

 

Blue / Adult / Male / Medium-Heavy 1 – Ferrah Loutfi – GF Team 2 – Gerald Pietrosemoli – Toulon JJB 3 – Marian Henriques Madaleno Butcaru – Hipszki BJJ 3 – Omar Condé – Tribe Jiu-Jitsu Roma

 

Blue / Adult / Male / Heavy 1 – Vinicius Liberati – Cicero Costha Europe 2 – Adrian Ember – ZR Team Association 3 – Anice Ferrah – GF Team 3 – Edis Bayraktar – Carlson Gracie Team

 

Blue / Adult / Male / Super-Heavy 1 – Bryan Thompson – ZR Team Association 2 – Jesper Weiss – BJJ Globetrotters 3 – Hector Acosta – Atos Jiu-Jitsu 3 – Reinier Raaijmakers – Frota Team

 

Blue / Adult / Male / Ultra-Heavy 1 – Ilias Hadi – PAT Academy Belgium 2 – Péter Kósa – ZR Team Association 3 – Anton Dmitrakov – Lion Academy 3 – Michael Hütel – Alliance

 

Blue / Adult / Male / Open Class 1 – Vinicius Liberati – Cicero Costha Europe 2 – Gerald Pietrosemoli – Toulon JJB 3 – Lucas Andre Galvão Protasio – ZR Team Association

 

Purple / Adult / Male / Rooster 1 – Johnif de Oliveira Rocha – Cicero Costha Europe 2 – Thalison Vitorino Soares – Cicero Costha Europe 3 – Davy Alexandre de Oliveira Silva – Icon Jiu-Jitsu Team 3 – Márcio Fonseca António – Aurelio Zorzi Jiu-Jitsu Association

 

Purple / Adult / Male / Light-Feather 1 – Diego Oliveira Batista – Cicero Costha Europe 2 – Francisco Jonas Borges Andrade – Cicero Costha Europe 3 – Daniël de Groot – CheckMat 3 – Yamato Yoshida – Alliance

 

Purple / Adult / Male / Feather 1 – Jose Mathias Macedo de Lira Luna – CheckMat 2 – Julio Souza Arantes – Qatar BJJ Brasil 3 – Andy Tomas Murasaki Pereira – Brasa CTA 3 – Yaroslav Blazhko – ZR Team Association

 

Purple / Adult / Male / Light 1 – Guthierry Barbosa Nascimento Conceição – Carlson Gracie Team 2 – Italo Moura de Azevedo – Cicero Costha Europe 3 – Lucas Giraud Ribeiro – Alliance 3 – Victor Nithael de Oliveira Marques – Nova União

 

Purple / Adult / Male / Middle 1 – Rafael dos Anjos Torres – Alliance 2 – Antonio Miguel de Alencar – Alliance 3 – Alessandro Borgonovo – Atos Jiu-Jitsu 3 – Taylor Michael Pearman – ZR Team Association

 

Purple / Adult / Male / Medium-Heavy 1 – Mebtouche Reda – Mako Team Paris 2 – Tacio Carneiro Alves – Qatar BJJ Brasil 3 – Igor Tanabe Guimarães – Over Limit BJJ 3 – Michael Lampart – BJJ Team Basel

 

Purple / Adult / Male / Heavy 1 – Darin Conner Deangelis – Atos Jiu-Jitsu 2 – Cemil Karahan – CheckMat 3 – Pete O’Neal – Atos Jiu-Jitsu 3 – Reinaldo Luiz da Costa Souza – ZR Team Association

 

Purple / Adult / Male / Super-Heavy 1 – Wilson Moreira Costa Junior – Cicero Costha Europe 2 – Bilal Benmahammed – Cicero Costha Europe 3 – Aleksandar Aleksandrov – LEAD BJJ 3 – José Manuel Eyo Ortega – CFC Team

 

Purple / Adult / Male / Ultra-Heavy 1 – Mason Fowler – Dethrone Brazilian Jiu-Jitsu 2 – Luiz Fernando Bernardes Dos Santos – Naja Team 3 – Austin Baker – Gracie Barra 3 – Renan Cruz – Marcio Cruz Brazilian Jiu-Jitsu

 

Purple / Adult / Male / Open Class 1 – Cemil Karahan – CheckMat 2 – Igor Tanabe Guimarães – Over Limit BJJ 3 – Antonio Miguel de Alencar – Alliance 3 – Mebtouche Reda – Mako Team Paris

 

White / Adult / Female / Rooster 1 – Ana Claudia DA Fonseca – CFC Team 2 – Nadine Abbott – BJJ Revolution Team – International 3 – Dania Naomi Osato Meira – Gracie Barcelona 3 – Sabine Plaud – Warriors Factory Haubert Team BJJ

 

White / Adult / Female / Light-Feather 1 – Daniela Balama – Gracie Barra 2 – Ligaya Largo – Fight Sports International 3 – Amanda Del Cristo Rodríguez González – Carlson Gracie Team 3 – Tânia Patrícia Santos Jorge – Kombat Klub

 

White / Adult / Female / Feather 1 – Janne Celine Bjerga – KMR BJJ KIMURA 2 – Leticia Maria Pereira de Jesus – Icon Jiu-Jitsu Team 3 – Maggie Mahon – Body of Four 3 – Maud Fabienne Jeanne Estiot – Kabuto Fight Club

 

White / Adult / Female / Light 1 – Andreza Cristina Soares da Silva Fernandes – Icon Jiu-Jitsu Team 2 – Jenna Blosse – Toulon JJB 3 – Alina Dubosa – Gracie Barra JJ 3 – Nadina Lotti – Atos Jiu-Jitsu

 

White / Adult / Female / Middle 1 – Tanne Hopkes – Gracie Barra 2 – Angelika Lyko – CheckMat 3 – Corinne Isenegger – BJJ Team Basel 3 – Simona Ana Buibar – Icon Jiu-Jitsu Team

 

White / Adult / Female / Medium-Heavy 1 – Da Silva Alessandra Uara – Academie Pythagore 2 – Marianne Kunz – BJJ 4 Life 3 – Brianda Alexandra Cebreros – Jungle BJJ 3 – Brígida Carvalho Felipe – Qatar BJJ Brasil

 

White / Adult / Female / Heavy 1 – Gabriela Beltrão Uchôa – Reborn Fight Team 2 – Bárbara de Afonso Macedo – Fight Club 3 – Gamila Antonia Kanew – BJJ Globetrotters 3 – Olivia Prendergast – SBG Ireland

 

White / Adult / Female / Super-Heavy 1 – Jennifer Elisabeth Granelius – Hilti Fightcenter Uppsala 2 – Ciara Keogh – Jungle BJJ 3 – Anja Kristin Steffensen – KMR BJJ KIMURA 3 – Moriana Angelica Medeiros de Menezes e Oliviera – Barreto

 

Blue / Adult / Female / Rooster 1 – Paloma Meira de Lima – Zenith BJJ 2 – Claire Del Sarto – SK Team / FMA 3 – Ana Nair Marques Dias – Kombat Klub Torres Novas / Abrantes 3 – Qian Zhao – Evolve MMA

 

Blue / Adult / Female / Light-Feather 1 – Sarah Elisabeth Thackray – Alliance 2 – Fellmann Clara – GF Team 3 – Carolina da Silva Ochotorena – Nova União 3 – Sabrina Migliozzi – SK Team / FMA

 

Blue / Adult / Female / Feather 1 – Rafaela Alexandra Policarpo da Rosa – Carlson Gracie Team 2 – Marina Mavrou – Carlson Gracie Team 3 – Andrea Rodriguez Murciego – Team Jucão 3 – Charlyne Marzo – SK Team / FMA

 

Blue / Adult / Female / Light 1 – Yulia Vibe – Frontline Academy 2 – Laura Virtanen – Alliance 3 – Helen Harper – Inglorious Grapplers 3 – Thalyta Stefhane Lima Silva – Qatar BJJ Brasil

 

Blue / Adult / Female / Middle 1 – Manda-Marie Epiphania Pia Miguel-Kabeya – PSLPB Cicero Costha 2 – Magdalena Georgiadou – Art of Roll 3 – Melinda Hertig – JR Academy 3 – Rony Nisimian – Teampact

 

Blue / Adult / Female / Medium-Heavy 1 – Kierra Myles – Brazilian Power Team International 2 – Barbara Bergbauer – Association Aranha 3 – Lauren Jo – British Army BJJ 3 – Serena Olij – CheckMat

 

Blue / Adult / Female / Heavy 1 – Caroline Louise Kinnane – Roger Gracie Academy 2 – Elizabeth Gordon – Fight Capital 3 – Silvia Scomparin – Jungle BJJ 3 – Venet Laurianne – GF Team

 

Blue / Adult / Female / Super-Heavy 1 – Océane Jativa – Academie Pythagore 2 – Luzimery Garcia – GF Team 3 – Anna Maria Eleonora Eriksson – Dynamix Fighting Sports 3 – Katherine Fischer – ZR Team Association

 

Blue / Adult / Female / Open Class 1 – Barbara Bergbauer – Association Aranha 2 – Océane Jativa – Academie Pythagore 3 – Caroline Louise Kinnane – Roger Gracie Academy 3 – Yulia Vibe – Frontline Academy

 

Purple / Adult / Female / Rooster 1 – Fernanda Almeida dos Santos – Alliance 2 – Neda Khezerian – CheckMat 3 – Henna Launistola – De La Riva Jiu-Jitsu Finland 3 – Yasmine Bann – Nova União

 

Purple / Adult / Female / Light-Feather 1 – Elina Moestam – CheckMat 2 – Naiomi Anaiansi Matthews Martín – Team Ganbaru 3 – Ashley Louise Bendle – Gracie Barra 3 – Miranda Galban – Nova União

 

Purple / Adult / Female / Feather 1 – Anja Bergo – Frontline Academy 2 – Liisi Vaht – SBG International (SBGI) 3 – Christina Dimitrios Tsantila – Gracie Barra 3 – Tove Kärki – Team Leites Stockholm

 

Purple / Adult / Female / Light 1 – Margot Ciccarelli – Unity Jiu-jitsu 2 – Sabrina Wright – Alliance 3 – Florence Belle Soliman – CheckMat 3 – Suvi-tuuli Koikkalainen – Alliance International

 

Purple / Adult / Female / Middle 1 – Kira Sung – Jiu-Jitsu Lab 2 – Vanessa Maria Varela Pereira – KMR BJJ KIMURA 3 – Ashten Anne Sawitsky – Body of Four 3 – Victoria Hansson – Art of Roll

 

Purple / Adult / Female / Medium-Heavy 1 – Julija Stoliarenko – Roger Gracie Academy 2 – Raiane Mara dos Santos – Gracie Barra 3 – Edith Johanna Sand – CheckMat 3 – Juliana Ferreira – Mako Team Paris

 

Purple / Adult / Female / Heavy 1 – Amanda Cristina Alves da Silva – Ns Brotherhood 2 – Kerstin Nylander – Sweden TK BJJ Academy 3 – Ingrid Ferreira Franco – Over Limit BJJ

 

Purple / Adult / Female / Super-Heavy 1 – Gabrieli Pessanha de Souza Marinho – Infight JJ 2 – Eva Finnegan-Rosales – Infinity Martial Arts 3 – Joanna Zuzanna Gabryluk – Brasa CTA 3 – Mariia Varshavskaia – Gracie Barra

 

Purple / Adult / Female / Open Class 1 – Gabrieli Pessanha de Souza Marinho – Infight JJ 2 – Vanessa Maria Varela Pereira – KMR BJJ KIMURA 3 – Kira Sung – Jiu-Jitsu Lab 3 – Suvi-tuuli Koikkalainen – Alliance International

Campeão do UFC, Daniel Cormier ensina queda para melhorar o seu Jiu-Jitsu

Cormier em quedão histórico sobre Dan Henderson no UFC. Foto: Zuffa LLC via Getty Images

Não existe uma regra, mas treinar outras artes de luta agarrada pode ser um bom caminho para o atleta melhorar suas habilidades, e trazer uma surpresa ou outra para o treino de Jiu-Jitsu.

Pensando nisso, o vídeo de hoje será com o campeão do UFC Daniel Cormier, que além de ser dono do cinturão dos pesos meio-pesados é também um ex-wrestler de nível olímpico.

O craque nas quedas ensinou para a produção do Ultimate uma de suas derrubadas preferidas na luta agarrada, no qual esgrima o braço do oponente e faz a queda de forma lateral, girando o corpo como um todo: pés, pernas quadril e tronco.

Neste sábado, dia 20, Cormier defende o cinturão do UFC contra Volkan Oezdemir na luta coprincipal do UFC 220, transmitido ao vivo pelo Combate. Na luta principal, Stipe Miocic encara Francis Nnganou pelo cinturão dos pesados.

Confira a aula no vídeo abaixo e teste a técnica, sempre com a supervisão de um faixa-preta, e veja o card completo do evento deste sábado!

UFC 220
Boston, EUA
20 de janeiro de 2018

Stipe Miocic x Francis Ngannou
Daniel Cormier x Volkan Oezdemir
Calvin Kattar x Shane Burgos
Gian Villante x Francimar Bodão
Thomas Almeida x Rob Font

Card preliminar

Kyle Bochniak x Brandon Davis
Sabah Homasi x Abdul Razak Al-Hassan
Dustin Ortiz x Alexandre Pantoja
Dan Ige x Julio Arce
Matt Bessette x Enrique Barzola
Islam Makhachev x Gleison Tibau

Em nome do avô: Khonry quer usar dicas de Helio Gracie no Bellator

Royce e Khonry Gracie no Bellator. Foto: Reprodução

Neste sábado, dia 20 de janeiro, o Bellator 192 chega recheado de atrações na tela dos canais Fox Sports, ao vivo e com exclusividade a partir das 23h. Chael Sonnen e Rampage Jackson fazem a luta principal, com Douglas Lima em defesa do cinturão meio-médio contra Rory MacDonald. Contudo, a estreia de um Gracie promete ainda mais emoção no card, palavra do pai e headcoach da fera, ninguém menos que Royce Gracie.

Khonry Gracie, 20 anos, fará sua estreia no MMA profissional com o duelo peso meio-médio contra Devon Brock no card preliminar. Royce, em entrevista coletiva, falou sobre o estilo do filho na luta e dividiu com os jornalistas o conselho que seu pai, o grande mestre Helio Gracie, deu a ele antes de lutar no MMA, dica esta dividida com o filho para atuar com sucesso no MMA.

“É só mais um treino”, disse Royce. “Disse para ele encarar como um treino, com um pouco mais de gente olhando. Não veja como uma luta, é só mais um treino. Meu pai nunca ensinou a gente a lutar. Ensinou a dar aula. Lutar veio de nós. É a parte divertida da coisa. Nós fomos treinados para dar aulas, para ensinar o Jiu-Jitsu e espalhar a arte suave pelo mundo. Lutar é só a parte divertida. Não é para ter pressão.”

Ainda sobre a preparação e a iminência da estreia do filho, Royce analisou o estilo de Khonry e suas expectativas para sua primeira luta profissional.

“Talvez porque ele viu como eu me comporto antes de lutar, ele tem a mesma postura”, analisou Royce. “Bem calmo, ele até dormiu antes de sua última luta, como amador. Botou uma toalha no rosto e dormiu, assim como eu faço. Não entrou em pânico ou ficou ansioso. Sempre calmo, assim como eu.

“Como atleta, ele é muito mais forte do que eu jamais fui. Sabe se defender bem, parece comigo em minhas lutas. Agora resta saber se ele tem sangue nos olhos. Se ele vai trancar os dentes e cair para dentro. Isso só o tempo vai dizer.”

E para você, amigo leitor, Khonry Gracie terá as armas necessárias para seguir com o legado da família mais casca-grossa do mundo no MMA? Comente conosco!

A revanche esquecida de Fernando Tererê e Marcelinho Garcia no Jiu-Jitsu

Fernando Tererê após a conquista sobre Marcelinho Garcia. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Ícones do Jiu-Jitsu mundial, Fernando Tererê e Marcelinho Garcia protagonizaram uma batalha que ficou marcada na história da arte suave. No Mundial de 2003, Tererê conseguiu encaixar um triângulo no fenômeno da Alliance para sagrar-se bicampeão peso médio. O que pouca gente sabe é que eles voltaram a se enfrentar depois desse fatídico dia.

Em superluta realizada no Japan Opn de 2004, as feras mais uma vez ficaram frente a frente. Marcelo buscava a redenção após o revés marcante no Tijuca Tênis Clube no ano anterior, enquanto Tererê queria manter seu nome no topo como melhor peso médio da época. O duelo foi marcado pela pressão no jogo por cima de Tererê. Mesmo sem colocar em prática seu afiado judô contra Marcelinho, o faixa-preta cria do Cantagalo teve melhores ações no solo, com mais perigo aplicado nas passagens e com boas pegadas de costas.

Confira abaixo o vídeo perdido de Fernando Tererê contra Marcelinho Garcia no Japão!

10 benefícios que a malhação oferece ao seu Jiu-Jitsu

Cristiano Titi arremessa seu adversário com um belo kata guruma. Foto: Carlos Arthur Jr.

Faixa-preta quatro graus, o mineiro Cristiano “Titi” Lazzarini começou a fazer musculação quando jovem, para fins estéticos. Ao ingressar no Jiu-Jitsu, porém, o campeão percebeu que os exercícios de musculação eram úteis para a luta – tanto para evitar contusões como para aumentar a força isométrica na hora de disputar pegadas e executar algumas posições.

Juntamente com o seu treinador, Jacinilton Amaral, nosso GMI da BH Rhinos, em Belo Horizonte, preparou uma cartilha para você que ainda não malha com frequência, e quer turbinar seu Jiu-Jitsu. A diferença para seu jogo chegar ao próximo nível pode estar na academia de musculação, garante Titi. Confira:

1. Condicionamento. A preparação física é um fator fundamental em qualquer esporte. No caso do Jiu-Jitsu, a musculação pode e deve ser incorporada no planejamento de treino do lutador, seja ele faixa-branca ou faixa-preta. Um dos benefícios mais evidentes da musculação é o condicionamento físico, que dá mais vantagens sobre o adversário mal condicionado, mal descansado e mal alimentado. Um dos prós de treinar musculação é que você pode se preparar sem a necessidade de um parceiro/adversário, ou quando a academia de Jiu-Jitsu está fechada.

2. Aumento da força muscular. Apesar de o Jiu-Jitsu ser um esporte de alavanca, o lutador com mais pujança pode definir uma luta fisicamente. Experimente treinar com um atleta que, além de técnico, possui melhor preparo físico e pegada mais forte – você não vai conseguir nem fazer postura.

3. Prevenção e tratamento de lesões. Este é um dos aspectos cruciais para ir à academia de musculação. O praticante que faz musculação fortalece os músculos ao redor das articulações, evitando uma série de lesões mais sérias. Além disso, no caso de uma ruptura de ligamentos, o fortalecimento muscular em torno da região contundida é vital para a recuperação da área afetada. A musculatura forte acaba sendo uma fortaleza protetora dos ligamentos.

4. Aumento da explosão. A realização de exercícios de potências influencia diretamente na agilidade e no tempo de reação do atleta nos tatames.

5. Ajuda na manutenção do peso corporal. Praticar musculação ajuda você a diminuir a gordura corporal e aumentar a massa magra no seu corpo. Como a luta de Jiu-Jitsu é geralmente rápida, usamos as mesmas fontes energéticas trabalhadas na musculação, como a creatina, quinase e glicogênio. “Dessa maneira, além da preparação dos elementos musculares e orgânicos, temos ainda uma melhora da questão bioenergética”, destaca o treinador Jacy.

6. Melhora nas pegadas. Os exercícios de puxadas e as diversas variações de remadas são perfeitas para fortalecer os músculos dorsais fortes, que trabalham a puxada, os peitorais (do movimento de empurrar o adversário), o antebraço (cruciais nas pegadas), as coxas (vitais na raspagem e manutenção das posições), além de todo o complexo do núcleo corporal (ou “core”), essenciais no Jiu-Jitsu para a ampla estabilização.

7.  Coordenação motora. Os exercícios unilaterais, variando os planos, ajudam o iniciante a coordenar melhor os
movimentos.

8.  Flexibilidade. Para tal são úteis os exercícios dinâmicos, com amplitude ampliada durante a execução dos exercícios.

9.  Resistência. O praticante adepto da musculação demora mais a cansar no treino puxado e mantém por mais tempo as posições que necessitam de força isométrica.

10.  Programação dos treinos. Para você não cair no overtraining, é importante elaborar uma periodização de treino. Afinal os objetivos buscados dentro da musculação devem estar coerentes com a fase de preparação do atleta. Você está em início de temporada, meio ou na véspera de uma competição importante? Alterne os treinos de Jiu-Jitsu e musculação em turnos diferentes. Por exemplo: Jiu-Jitsu no turno da tarde e musculação no turno da manhã ou de
noite, ou vice-versa.

Você sabe a diferença entre instinto e consciência no Jiu-Jitsu? Carlos Gracie Jr. explica

Carlinhos Gracie com Roger na GB América, na Califórnia. Foto por Ivan Trindade.

Aniversariante neste dia 17 de janeiro, ao completar 62 anos de vida e muito Jiu-Jitsu, o mestre Carlos Gracie Jr. já nos trouxe grandes aprendizados ao longo destas tantas décadas como professor.

Para celebrar a feliz data, nós de GRACIEMAG relembramos de uma de suas preleções históricas na Gracie Barra, no qual Carlinhos fala sobre dois tipos distintos de atletas de Jiu-Jitsu.

Confira nas linhas abaixo a aula do mestre Carlos Gracie Jr.:

“Tem pessoas que tem muito conhecimento de Jiu-Jitsu e às vezes tem pouco instinto de luta. Nesses casos o conhecimento sobrepuja o instinto. E tem o outro lado, o camarada que tem pouco conhecimento e tem muito instinto. Apenas o instinto já o salva, pois permite que ele se safe das situações de risco, não seja finalizado à toa e lute bem.”

“Já vi muitas vezes o cara saber sair da posição com o instinto, mas na hora de explicar a posição não sabe, pois não tem a consciência do que faz. Se ele um dia quiser ser professor não vai saber explicar a posição. Na academia eu tinha muitos graduados, faixas-pretas, que eu chamava para passar a posição. Eles pediam na hora: ‘Não, por favor, não me coloca para ensinar não.’ Eles ficavam apavorados.”

“O joguinho de um atleta bem treinado muitas vezes só funciona quando está cheio de gás. Na hora que bate o prego, que ele está com meio palmo de língua para fora da boca ou quando ficar mais velhinho, o Jiu-Jitsu dele cai muito”, disse o Gracie. “A técnica, o conhecimento e a consciência deixam a gente tranquilo quando se está numa posição ruim. Porque é uma posição que exige o gasto de muita energia. E você tem de sair bonitinho, na hora precisa que o cara cometer um erro.”

“Eu sempre fui muito fã do básico. Depois que você tiver um bom Jiu-Jitsu básico, o resto se desenvolve sozinho. Você cria, inventa. O resto é fácil. O difícil é o A, E, I, O, U.”

Gracie, Sonnen, Rampage e mais astros no Bellator 192, exclusivo no Fox Sports

Os destaques do Bellator 192. Foto: Divulgação

No dia 20 de janeiro, os canais FOX Sports transmitem ao vivo e com exclusividade o Bellator 192, o primeiro evento do ano, diretamente da Califórnia.

Na luta principal, Rampage Jackson e Chael Sonnen abrem o GP de pesos pesados do Bellator, enquanto Douglas Lima parte em defesa do seu cinturão meio-médio contra Rory MacDonaldo na luta coprincipal. Ainda no card principal,  o brasileiro Goiti Yamauchi luta contra o ex-campeão Michael Chandler na categoria  de peso leve, enquanto no peso pena, teremos as lutas Georgi Karakhanyan x Henry Corrales e Shane Kruchten x Aaron Pico.

“A temporada de 2018 começa com um dos melhores eventos já realizados em 192 edições de Bellator”, afirma Mário Filho, comentarista da Fox Sports. “Não só pelo pontapé inicial do já tão celebrado GP de Pesos Pesados, com Chael Sonnen e Quinton Rampage Jackson que protagonizam uma das batalhas mais midiáticas e verborrágicas dos últimos anos. Mas também pela disputa do título mundial que é uma incógnita. Não existem muitos meio-médios no mundo como Rory MacDonald e o campeão Douglas Lima. Dois lutadores que matam ou morrem na luta em pé, e que dominam com maestria a luta agarrada.”

O primeiro evento do ano também marca a estreia como profissional do brasileiro Khonry Gracie, que luta nas preliminares contra Devon Brock. “Estou me sentindo muito bem para essa luta e animado para representar o Jiu-jitsu da família Gracie no Bellator”, conta Khonry.

As preliminares ainda contam com as seguintes lutas: Noah Tillis x Jalin Turner, Cooper Gibson x Andew Lazo, Marlen Magee x Johnny Cisneiros, Chad George x James Barnes, Ivan Castillo x Guilherme Bomba, José Campos x Haim Gonzali, Ian Butler x Joey Davis, Kyle Strada x David Duran e Cristopher Padilla x Gabriel Green.

“Se o Bellator 192 é um dos maiores da história, pode-se afirmar com total certeza que é o mais interessante de todos para nós brasileiros”, diz Mário Filho. “Além de Douglas Lima defendendo a coroa mundial dos meio-médios contra o ex-top do UFC Rory MacDonald, também temos Goiti Yamauchi encarando a batalha mais desafiadora da carreira dele: o ex-campeão Michael Chandler. Goiti leva para a arena circular mais famosa do mundo a invencibilidade nos pesos leves e, caso supere Chandler, se qualifica para enfrentar o atual campeão Brent Primus. Ainda no mesmo evento, Guilherme Bomba, o ex-namorado da superestrela Demi Lovato e, claro, a estreia de Khonry Gracie, filho de Royce Gracie. O que poderia ser mais instigante que o Bellator 192?”

Com narração de Eder Reis e comentários de Mário Filho, os canais Fox Sports irão transmitir ao vivo e com exclusividade o Bellator 192, o primeiro evento do ano, a partir de 23h.

Será o “Creonte” um traidor no Jiu-Jitsu? Fábio Gurgel explica

Fábio Gurgel fala sobre a polêmica do “Creonte”. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Considerado um dos temas mais polêmicos do Jiu-Jitsu, a troca de equipes durante a carreira de um lutador ganhou até termo específico. O famoso “Creonte”, apelido dado por Carlson Gracie para o tal, divide opiniões nas mais diferentes esferas da arte suave.

Para ir mais fundo no assunto, o professor Fábio Gurgel, líder da Alliance, gravou um vídeo no qual discorre sobre o tema. O professor fala sobre o vínculo do aluno com as equipes e as motivações do mesmo para mudar, que são, por vezes, mais responsabilidade do professor do que do aluno.

Confira as ideias e reflexões de Gurgel no vídeo abaixo e responda nos comentários: Seria o “Creonte” de fato um traidor no Jiu-Jitsu?

Vídeo: Matt Hughes supera acidente de trem e caminha mais uma vez ao octógono do UFC

Com passos firmes, Hughes caminhou até a beira do octógono. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

Duas vezes campeão dos meio-médios e integrante do Hall da Fama do UFC, Matt Hughes passou há alguns meses pela sua maior batalha fora do cage. O americano sofreu um grave acidente, no qual o seu carro foi atingido por um trem. Após meses de recuperação, o atleta voltou à sua casa.

Em homenagem realizada pelo Ultimate no Fight Night desse domingo, dia 14, Hughes voltou a caminhar pelo corredor que leva ao octógono, palco que lhe rendeu grandes vitórias e lições no esporte. Com passos firmes, o ex-campeão mostrou a determinação e o coração que sempre o levaram além nos combates do UFC.

Veja no vídeo abaixo a bela homenagem do UFC para o lendário Matt Hughes.

Como ligar o turbo e entrar no “modo competidor” no Jiu-Jitsu, com André Galvão

Andre Galvão em ação no ADCC. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Astro do Jiu-Jitsu, com títulos nos maiores torneio do mundo, André Galvão se tornou sinônimo de raça e sucesso nos tatames, com ou sem kimono.

Em entrevista para a revista GRACIEMAG, após mais uma conquista no ADCC, o líder da Atos relembrou as emoções de disputar o título do evento na Finlândia, em 2017, contra o amigo de infância e companheiro de equipe Cláudio Calasans, além de detalhar seu ritmo de treinos, preparação, e como faz para ativar o “modo competidor” que já rendeu tantas vitórias.

Confira na reportagem de Marcelo Dunlop, para o Bate-Pronto da GRACIEMAG.

GRACIEMAG: Você foi campeão absoluto no ADCC Inglaterra, em 2011, quando venceu Rousimar Toquinho, Pablo Popovitch e outras feras. Dois anos depois, credenciado para a superluta do evento, finalizou o Bráulio Estima no ADCC China. Em 2015, catou as costas de Roberto Cyborg no ADCC em São Paulo. Teria sido sua superluta com Claudio Calasans no ADCC Finlândia, agora em setembro, a mais difícil de toda volta ao mundo?

ANDRÉ GALVÃO: Acho que sim. Eu e o Juninho (é assim que eu chamo o Calasans) já sabíamos desde 2015 que nos enfrentaríamos. Ele participa de todos os camps aqui no quartel-general da Atos em San Diego desde 2011. A gente sempre treina junto. Ele chegou a fazer o camp do Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF de 2016 aqui com a gente também. Foi o último treino que demos juntos. Quando o ano de 2017 chegou, a gente precisou dar aquela “afastada” um do outro. Começamos a nos concentrar nesta superluta, que era o objetivo principal de ambos para o ano. Eu sabia que ele queria muito esse título, e respeitei isso o tempo todo. Na verdade sempre nos respeitamos muito, nossa amizade é muito saudável e essa luta não podia mudar isso. Pusemos então os laços de amizade de lado e fomos em busca do nosso sonho. Fizemos tudo muito profissionalmente, e está tudo certo. Com respeito acima de tudo, não tinha como dar errado.

Como se prepara para uma luta específica por dois anos? Você ficou ansioso, passou meses estudando mais ainda o jogo dele?

Mesmo que já soubéssemos dessa luta desde o fim do ADCC 2015, é preciso dar um passo de cada vez. Ninguém aguenta focar quando há 24 meses de espera, é um período longo e há outras missões a cumprir – durante esse tempo muitas coisas podem acontecer. Durante esse período eu venci dois títulos mundiais da IBJJF, em 2016 e 2017, além de precisar trabalhar para elevar minha equipe ao primeiro lugar no Pan-Americano e no Mundial deste ano. Mas sempre mantenho o foco nas lutas por vir. Ainda por cima fiz uma cirurgia de menisco no ano passado, em agosto. Então é uma maratona até a hora da luta. Teve todo um planejamento, mas não dá para ficar preso a uma luta que só vai rolar em dois anos. Existe um planejamento, mas este é iniciado com muita precisão cerca de nove semanas antes do combate.

Vamos lembrar sua trajetória nas superlutas. Bráulio, Cyborg e Calasans têm jogos totalmente diferentes, mas você foi lá e pegou as costas dos três. Dos quatro se ainda contarmos o Toquinho na final do peso do ADCC 2011, foto que inclusive foi capa de GRACIEMAG naquele ano…

Verdade. Todos ali têm características bem diferentes. Na verdade cada luta é uma luta diferente, mas eu preciso manter o meu Jiu-Jitsu. Não penso em mudar o meu estilo, eu simplesmente estudo o adversário e trabalho em cima das características do Jiu-Jitsu dele. E o trabalho em equipe faz toda diferença nos treinos. O que tirei das outras lutas para esta superluta com o Juninho foi a experiência ganha durante a cada duelo. O meu estilo é esse, e cada dia estou me sentindo melhor indo para as costas. Como vocês acompanham, eu sempre buscava catar as costas desde a faixa-branca. Se vocês olharem aí nos arquivos de GRACIEMAG no Mundial 2003, quando venci o absoluto roxa, vão ver que a pegada de costas vem desde sempre (risos)!

O Jiu-Jitsu sem kimono e a luta agarrada têm evoluído tão rápido quanto o Jiu-Jitsu de pano?

Sim, muita coisa anda mudando, o Jiu-Jitsu em geral está mudando de forma acelerada. Creio que, apesar de ser uma arte milenar, o esporte com as regras atuais é bem novo ainda, o primeiro Mundial foi em 1996, o primeiro ADCC em 1998… Estamos vivendo uma fase de evolução com certeza. A evolução com kimono é mais perceptível e comentada pois existem campeonatos mundiais todos os anos. Já a evolução do ADCC vai de dois em dois anos, e também existe. Percebo uma mudança grande na parte das quedas, nos ataques de perna, chaves de calcanhar e leglocks. No ADCC 2011 eu investi muito no wrestling, e acho que muita gente percebeu que era preciso dar importância às quedas para vencer lá. Outro aspecto que evoluiu foi a capacidade física dos lutadores. Hoje existem mais metodologias de treino, de preparação física, se comparado ao ADCC 2003 foi um salto enorme.

A revista deste mês fala de hábitos vencedores. Qual é a sua rotina em dias de competição?

No dia da luta eu procuro entrar no foco total, e nada tira minha atenção. Procuro me motivar comigo mesmo, pensando em tudo que passei para chegar até ali. E aí vem a transformação Galvão para Gorila! E vem cedo, assim que eu acordo. Procuro me manter não somente motivado, vou um pouco além: o sentimento é o de ficar muito feliz com o momento, e com tudo ao redor. Várias coisas podem acontecer durante o dia para tirar o meu foco, mas me preparo mentalmente para que nada tire a minha atenção do alvo. Também procuro pensar nas promessas que Deus fez para mim através de sua Palavra. Isso me motiva muito, e me dá muita confiança! Por fim, tomo um bom café da manhã e descanso até a hora da luta, que isso é importantíssimo. E aí, quando a hora do show chega…ai é gorilar até o fim da luta! (Risos).

Como foi quando você se viu cara a cara com o Calasans?

Eles me chamaram primeiro, e eu entrei. Depois veio ele. Aí ele tirou o agasalho, e quando eu olhei para ele, pensei: “Caraca, vou lutar com esse gorila branco, BORAAA!” (Risos). Começou o combate e busquei sentir a luta de início, procurei ler a forma corporal dele para saber o que se passava na cabeça dele. Comecei a imprimir o ritmo e senti que nos primeiros quatro minutos ele começou a ficar um pouco cansado, talvez pela pressão psicológica, ou pelo fator fisiológico mesmo. Mantive então o ritmo, derrubei quando ainda não valia ponto, para sentir mesmo. Depois, quando começou a valer ponto, aumentei o meu ritmo gradativamente. O tempo foi passando e fui melhorando, e ele se desgastando. Até a hora que tive a oportunidade de pegar as costas. Tentei finalizar mas acho que poderia ter ajustado melhor os encaixes do mata-leão e também do katagatame, na hora em que montei. Ficamos em pé novamente e continuei imprimindo o meu ritmo o tempo todo – nisso faltavam três minutos para o fim e a luta já estava 14 a 0 para mim. Quando o último minuto chegou, comecei a acelerar mais. Nesta hora começamos a falar um com o outro e não quero dividir isso aqui, pois não me lembro muito bem o que foi dito, não quero falar aqui algo que não falamos ou acrescentar algo por falha de memória. Mas a gente apenas conversou. Depois tudo acabou! Venci e comemorei muito. Depois de tudo, quando já estávamos indo embora, nos falamos no estacionamento, e tudo ficou bem.

Algum recado para o Calasans, agora que a emoção passou?

Cara, o Juninho é um cara que eu amo para quem eu sempre desejo o melhor, pois sei muito bem o quanto ele é guerreiro e trabalhador. É um verdadeiro atleta e grande exemplo de campeão. Ele talvez seja o campeão mais humilde que já conheci até hoje!

E o domingo do ADCC, como foi? Você ficou só assistindo e torcendo, estilo imperador da parada no Coliseu. O que aprendeu?

Pois é, vi a rapaziada se matando (risos). O domingo é sensacional, pois você consegue ver a condição de todos os grandes guerreiros do campeonato até as finais. Eu estava bem confiante nos meus alunos, pois treinamos bastante. O Keenan Cornelius, por exemplo, que foi vice no peso até 88kg, tem um Jiu-Jitsu muito especial. Ele é tipo um software que está toda hora se atualizando. É tudo muito moderno e calculista, e bonito de ver. Pelo que assisti lá na Finlândia, achei que muitos caras dessa nova safra do Jiu-Jitsu tem trazido um jogo para frente e inteligente. A inteligência vem pelo excesso de informação que eles têm nos dias atuais, com o acesso fácil pela internet, vídeos, livros, google etc. Isso deixa os atletas mais estudados, com a capacidade de absorção e de aprendizado muito mais rápida do que em épocas anteriores.

Falamos de preparação física, e vimos que muitos lutadores chegaram exauridos no fim do torneio. Com esse lance do absoluto vir depois, o ADCC é o “ironman triatlo” do Jiu-Jitsu?

Creio que quem está mais bem preparado vence, não tem esse lance de sorte mesmo não, mas o evento não é tão mais desgastante que outros de pano. Não tem esse negócio de “iron man”, só que de fato é um outro tipo de luta. O que muda mesmo é o fato de não ter o pano para controlar os rivais. Se você analisar, os que estavam mais preparados e focados nas regras do ADCC venceram. O Gordon Ryan e o Felipe Pena eram mesmo os mais bem preparados ali. Foram os caras que tiveram foco no treinamento. Não vi nenhum dos dois competindo próximo do ADCC. O Felipe lutou o Mundial e depois ficou só sem o pano. O Gordon focou dois anos para estar ali, e sempre mencionava o ADCC durante as entrevistas. Eles foram os caras que não mostraram sinal de fadiga, que não ficaram perdidos com a regra, por isso chegaram à final mais importante da competição. Tudo é foco, e saber o que é a sua prioridade. Achei que vários atletas ali, inclusive atletas renomados no mundo do Jiu-Jitsu que não estavam com foco 100% no ADCC, ficaram cansados ou perdidos nas regras durante o evento.

Como será essa guerra em 2019, entre você e Preguiça? Quem vai pegar as costas de quem?

Olha, depois que o Preguiça ganhou eu fiquei feliz por ele. Agora é me preparar para guerrear contra mais um campeão absoluto do ADCC. Estou superfeliz no momento e na hora nem fiquei pensando muito em como seria a luta, afinal muita coisa pode acontecer até lá. Sei que estarei mais velho, com uns 37 anos, mas como sou saudável creio que vou chegar bem, e com mais experiência. E ainda poderemos nos encontrar antes, de kimono. Se algum organizador quiser ver esta luta sem pano acredito que terão que encher o nosso bolso, né? (risos). Para encerrar, gostaria de agradecer toda minha família, minha esposa, minha filha, meu cunhado e minhas sobrinhas que estão aqui comigo na Califórnia me ajudando bastante. Gostaria de agradecer a todos os meus funcionários, meus instrutores e alunos que me ajudaram muito. E aos meus fãs, que sempre me mandam mensagens maravilhosas e a Deus por me dar saúde e paz. Ele me guiou até aqui.

Jiu-Jitsu: Toti Jordan ensina ataque triplo da meia-guarda na GMI Start BJJ Academy

Toti Jordan explica os detalhes do ataque triplo da meia-guarda. Foto: Reprodução

Veterano da arte suave na Barra da Tijuca, hoje radicado nos EUA, Toti “Pitoco” Jordan, em união com os amigos de longa data Rafael Gordinho e Roberto Gordo, segue na missão de espalhar o bom Jiu-Jitsu pelo mundo.

Professor na nossa GMI Start BJJ Academy, em Pembroke Pines, na Florida, o fundador da Infight traz para você, leitor cascudo de GRACIEMAG, três opções para finalizar da meia-guarda, com o macete que você precisa para não perder os ataques nem para o adversário mais ensaboado.

Após o oponente chegar próximo da meia-guarda, Toti afasta o mesmo e prende o braço. Com o membro laçado, o faixa-preta detalha os ataques no estrangulamento, na chave de braço ou com o armdrag partindo para a pegada de costas.

Confira os detalhes da posição na aula de Toti Jordan no vídeo abaixo!

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