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Em nome do avô: Khonry quer usar dicas de Helio Gracie no Bellator

Royce e Khonry Gracie no Bellator. Foto: Reprodução

Neste sábado, dia 20 de janeiro, o Bellator 192 chega recheado de atrações na tela dos canais Fox Sports, ao vivo e com exclusividade a partir das 23h. Chael Sonnen e Rampage Jackson fazem a luta principal, com Douglas Lima em defesa do cinturão meio-médio contra Rory MacDonald. Contudo, a estreia de um Gracie promete ainda mais emoção no card, palavra do pai e headcoach da fera, ninguém menos que Royce Gracie.

Khonry Gracie, 20 anos, fará sua estreia no MMA profissional com o duelo peso meio-médio contra Devon Brock no card preliminar. Royce, em entrevista coletiva, falou sobre o estilo do filho na luta e dividiu com os jornalistas o conselho que seu pai, o grande mestre Helio Gracie, deu a ele antes de lutar no MMA, dica esta dividida com o filho para atuar com sucesso no MMA.

“É só mais um treino”, disse Royce. “Disse para ele encarar como um treino, com um pouco mais de gente olhando. Não veja como uma luta, é só mais um treino. Meu pai nunca ensinou a gente a lutar. Ensinou a dar aula. Lutar veio de nós. É a parte divertida da coisa. Nós fomos treinados para dar aulas, para ensinar o Jiu-Jitsu e espalhar a arte suave pelo mundo. Lutar é só a parte divertida. Não é para ter pressão.”

Ainda sobre a preparação e a iminência da estreia do filho, Royce analisou o estilo de Khonry e suas expectativas para sua primeira luta profissional.

“Talvez porque ele viu como eu me comporto antes de lutar, ele tem a mesma postura”, analisou Royce. “Bem calmo, ele até dormiu antes de sua última luta, como amador. Botou uma toalha no rosto e dormiu, assim como eu faço. Não entrou em pânico ou ficou ansioso. Sempre calmo, assim como eu.

“Como atleta, ele é muito mais forte do que eu jamais fui. Sabe se defender bem, parece comigo em minhas lutas. Agora resta saber se ele tem sangue nos olhos. Se ele vai trancar os dentes e cair para dentro. Isso só o tempo vai dizer.”

E para você, amigo leitor, Khonry Gracie terá as armas necessárias para seguir com o legado da família mais casca-grossa do mundo no MMA? Comente conosco!

A revanche esquecida de Fernando Tererê e Marcelinho Garcia no Jiu-Jitsu

Fernando Tererê após a conquista sobre Marcelinho Garcia. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Ícones do Jiu-Jitsu mundial, Fernando Tererê e Marcelinho Garcia protagonizaram uma batalha que ficou marcada na história da arte suave. No Mundial de 2003, Tererê conseguiu encaixar um triângulo no fenômeno da Alliance para sagrar-se bicampeão peso médio. O que pouca gente sabe é que eles voltaram a se enfrentar depois desse fatídico dia.

Em superluta realizada no Japan Opn de 2004, as feras mais uma vez ficaram frente a frente. Marcelo buscava a redenção após o revés marcante no Tijuca Tênis Clube no ano anterior, enquanto Tererê queria manter seu nome no topo como melhor peso médio da época. O duelo foi marcado pela pressão no jogo por cima de Tererê. Mesmo sem colocar em prática seu afiado judô contra Marcelinho, o faixa-preta cria do Cantagalo teve melhores ações no solo, com mais perigo aplicado nas passagens e com boas pegadas de costas.

Confira abaixo o vídeo perdido de Fernando Tererê contra Marcelinho Garcia no Japão!

10 benefícios que a malhação oferece ao seu Jiu-Jitsu

Cristiano Titi arremessa seu adversário com um belo kata guruma. Foto: Carlos Arthur Jr.

Faixa-preta quatro graus, o mineiro Cristiano “Titi” Lazzarini começou a fazer musculação quando jovem, para fins estéticos. Ao ingressar no Jiu-Jitsu, porém, o campeão percebeu que os exercícios de musculação eram úteis para a luta – tanto para evitar contusões como para aumentar a força isométrica na hora de disputar pegadas e executar algumas posições.

Juntamente com o seu treinador, Jacinilton Amaral, nosso GMI da BH Rhinos, em Belo Horizonte, preparou uma cartilha para você que ainda não malha com frequência, e quer turbinar seu Jiu-Jitsu. A diferença para seu jogo chegar ao próximo nível pode estar na academia de musculação, garante Titi. Confira:

1. Condicionamento. A preparação física é um fator fundamental em qualquer esporte. No caso do Jiu-Jitsu, a musculação pode e deve ser incorporada no planejamento de treino do lutador, seja ele faixa-branca ou faixa-preta. Um dos benefícios mais evidentes da musculação é o condicionamento físico, que dá mais vantagens sobre o adversário mal condicionado, mal descansado e mal alimentado. Um dos prós de treinar musculação é que você pode se preparar sem a necessidade de um parceiro/adversário, ou quando a academia de Jiu-Jitsu está fechada.

2. Aumento da força muscular. Apesar de o Jiu-Jitsu ser um esporte de alavanca, o lutador com mais pujança pode definir uma luta fisicamente. Experimente treinar com um atleta que, além de técnico, possui melhor preparo físico e pegada mais forte – você não vai conseguir nem fazer postura.

3. Prevenção e tratamento de lesões. Este é um dos aspectos cruciais para ir à academia de musculação. O praticante que faz musculação fortalece os músculos ao redor das articulações, evitando uma série de lesões mais sérias. Além disso, no caso de uma ruptura de ligamentos, o fortalecimento muscular em torno da região contundida é vital para a recuperação da área afetada. A musculatura forte acaba sendo uma fortaleza protetora dos ligamentos.

4. Aumento da explosão. A realização de exercícios de potências influencia diretamente na agilidade e no tempo de reação do atleta nos tatames.

5. Ajuda na manutenção do peso corporal. Praticar musculação ajuda você a diminuir a gordura corporal e aumentar a massa magra no seu corpo. Como a luta de Jiu-Jitsu é geralmente rápida, usamos as mesmas fontes energéticas trabalhadas na musculação, como a creatina, quinase e glicogênio. “Dessa maneira, além da preparação dos elementos musculares e orgânicos, temos ainda uma melhora da questão bioenergética”, destaca o treinador Jacy.

6. Melhora nas pegadas. Os exercícios de puxadas e as diversas variações de remadas são perfeitas para fortalecer os músculos dorsais fortes, que trabalham a puxada, os peitorais (do movimento de empurrar o adversário), o antebraço (cruciais nas pegadas), as coxas (vitais na raspagem e manutenção das posições), além de todo o complexo do núcleo corporal (ou “core”), essenciais no Jiu-Jitsu para a ampla estabilização.

7.  Coordenação motora. Os exercícios unilaterais, variando os planos, ajudam o iniciante a coordenar melhor os
movimentos.

8.  Flexibilidade. Para tal são úteis os exercícios dinâmicos, com amplitude ampliada durante a execução dos exercícios.

9.  Resistência. O praticante adepto da musculação demora mais a cansar no treino puxado e mantém por mais tempo as posições que necessitam de força isométrica.

10.  Programação dos treinos. Para você não cair no overtraining, é importante elaborar uma periodização de treino. Afinal os objetivos buscados dentro da musculação devem estar coerentes com a fase de preparação do atleta. Você está em início de temporada, meio ou na véspera de uma competição importante? Alterne os treinos de Jiu-Jitsu e musculação em turnos diferentes. Por exemplo: Jiu-Jitsu no turno da tarde e musculação no turno da manhã ou de
noite, ou vice-versa.

Você sabe a diferença entre instinto e consciência no Jiu-Jitsu? Carlos Gracie Jr. explica

Carlinhos Gracie com Roger na GB América, na Califórnia. Foto por Ivan Trindade.

Aniversariante neste dia 17 de janeiro, ao completar 62 anos de vida e muito Jiu-Jitsu, o mestre Carlos Gracie Jr. já nos trouxe grandes aprendizados ao longo destas tantas décadas como professor.

Para celebrar a feliz data, nós de GRACIEMAG relembramos de uma de suas preleções históricas na Gracie Barra, no qual Carlinhos fala sobre dois tipos distintos de atletas de Jiu-Jitsu.

Confira nas linhas abaixo a aula do mestre Carlos Gracie Jr.:

“Tem pessoas que tem muito conhecimento de Jiu-Jitsu e às vezes tem pouco instinto de luta. Nesses casos o conhecimento sobrepuja o instinto. E tem o outro lado, o camarada que tem pouco conhecimento e tem muito instinto. Apenas o instinto já o salva, pois permite que ele se safe das situações de risco, não seja finalizado à toa e lute bem.”

“Já vi muitas vezes o cara saber sair da posição com o instinto, mas na hora de explicar a posição não sabe, pois não tem a consciência do que faz. Se ele um dia quiser ser professor não vai saber explicar a posição. Na academia eu tinha muitos graduados, faixas-pretas, que eu chamava para passar a posição. Eles pediam na hora: ‘Não, por favor, não me coloca para ensinar não.’ Eles ficavam apavorados.”

“O joguinho de um atleta bem treinado muitas vezes só funciona quando está cheio de gás. Na hora que bate o prego, que ele está com meio palmo de língua para fora da boca ou quando ficar mais velhinho, o Jiu-Jitsu dele cai muito”, disse o Gracie. “A técnica, o conhecimento e a consciência deixam a gente tranquilo quando se está numa posição ruim. Porque é uma posição que exige o gasto de muita energia. E você tem de sair bonitinho, na hora precisa que o cara cometer um erro.”

“Eu sempre fui muito fã do básico. Depois que você tiver um bom Jiu-Jitsu básico, o resto se desenvolve sozinho. Você cria, inventa. O resto é fácil. O difícil é o A, E, I, O, U.”

Gracie, Sonnen, Rampage e mais astros no Bellator 192, exclusivo no Fox Sports

Os destaques do Bellator 192. Foto: Divulgação

No dia 20 de janeiro, os canais FOX Sports transmitem ao vivo e com exclusividade o Bellator 192, o primeiro evento do ano, diretamente da Califórnia.

Na luta principal, Rampage Jackson e Chael Sonnen abrem o GP de pesos pesados do Bellator, enquanto Douglas Lima parte em defesa do seu cinturão meio-médio contra Rory MacDonaldo na luta coprincipal. Ainda no card principal,  o brasileiro Goiti Yamauchi luta contra o ex-campeão Michael Chandler na categoria  de peso leve, enquanto no peso pena, teremos as lutas Georgi Karakhanyan x Henry Corrales e Shane Kruchten x Aaron Pico.

“A temporada de 2018 começa com um dos melhores eventos já realizados em 192 edições de Bellator”, afirma Mário Filho, comentarista da Fox Sports. “Não só pelo pontapé inicial do já tão celebrado GP de Pesos Pesados, com Chael Sonnen e Quinton Rampage Jackson que protagonizam uma das batalhas mais midiáticas e verborrágicas dos últimos anos. Mas também pela disputa do título mundial que é uma incógnita. Não existem muitos meio-médios no mundo como Rory MacDonald e o campeão Douglas Lima. Dois lutadores que matam ou morrem na luta em pé, e que dominam com maestria a luta agarrada.”

O primeiro evento do ano também marca a estreia como profissional do brasileiro Khonry Gracie, que luta nas preliminares contra Devon Brock. “Estou me sentindo muito bem para essa luta e animado para representar o Jiu-jitsu da família Gracie no Bellator”, conta Khonry.

As preliminares ainda contam com as seguintes lutas: Noah Tillis x Jalin Turner, Cooper Gibson x Andew Lazo, Marlen Magee x Johnny Cisneiros, Chad George x James Barnes, Ivan Castillo x Guilherme Bomba, José Campos x Haim Gonzali, Ian Butler x Joey Davis, Kyle Strada x David Duran e Cristopher Padilla x Gabriel Green.

“Se o Bellator 192 é um dos maiores da história, pode-se afirmar com total certeza que é o mais interessante de todos para nós brasileiros”, diz Mário Filho. “Além de Douglas Lima defendendo a coroa mundial dos meio-médios contra o ex-top do UFC Rory MacDonald, também temos Goiti Yamauchi encarando a batalha mais desafiadora da carreira dele: o ex-campeão Michael Chandler. Goiti leva para a arena circular mais famosa do mundo a invencibilidade nos pesos leves e, caso supere Chandler, se qualifica para enfrentar o atual campeão Brent Primus. Ainda no mesmo evento, Guilherme Bomba, o ex-namorado da superestrela Demi Lovato e, claro, a estreia de Khonry Gracie, filho de Royce Gracie. O que poderia ser mais instigante que o Bellator 192?”

Com narração de Eder Reis e comentários de Mário Filho, os canais Fox Sports irão transmitir ao vivo e com exclusividade o Bellator 192, o primeiro evento do ano, a partir de 23h.

Será o “Creonte” um traidor no Jiu-Jitsu? Fábio Gurgel explica

Fábio Gurgel fala sobre a polêmica do “Creonte”. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Considerado um dos temas mais polêmicos do Jiu-Jitsu, a troca de equipes durante a carreira de um lutador ganhou até termo específico. O famoso “Creonte”, apelido dado por Carlson Gracie para o tal, divide opiniões nas mais diferentes esferas da arte suave.

Para ir mais fundo no assunto, o professor Fábio Gurgel, líder da Alliance, gravou um vídeo no qual discorre sobre o tema. O professor fala sobre o vínculo do aluno com as equipes e as motivações do mesmo para mudar, que são, por vezes, mais responsabilidade do professor do que do aluno.

Confira as ideias e reflexões de Gurgel no vídeo abaixo e responda nos comentários: Seria o “Creonte” de fato um traidor no Jiu-Jitsu?

Vídeo: Matt Hughes supera acidente de trem e caminha mais uma vez ao octógono do UFC

Com passos firmes, Hughes caminhou até a beira do octógono. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

Duas vezes campeão dos meio-médios e integrante do Hall da Fama do UFC, Matt Hughes passou há alguns meses pela sua maior batalha fora do cage. O americano sofreu um grave acidente, no qual o seu carro foi atingido por um trem. Após meses de recuperação, o atleta voltou à sua casa.

Em homenagem realizada pelo Ultimate no Fight Night desse domingo, dia 14, Hughes voltou a caminhar pelo corredor que leva ao octógono, palco que lhe rendeu grandes vitórias e lições no esporte. Com passos firmes, o ex-campeão mostrou a determinação e o coração que sempre o levaram além nos combates do UFC.

Veja no vídeo abaixo a bela homenagem do UFC para o lendário Matt Hughes.

Como ligar o turbo e entrar no “modo competidor” no Jiu-Jitsu, com André Galvão

Andre Galvão em ação no ADCC. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Astro do Jiu-Jitsu, com títulos nos maiores torneio do mundo, André Galvão se tornou sinônimo de raça e sucesso nos tatames, com ou sem kimono.

Em entrevista para a revista GRACIEMAG, após mais uma conquista no ADCC, o líder da Atos relembrou as emoções de disputar o título do evento na Finlândia, em 2017, contra o amigo de infância e companheiro de equipe Cláudio Calasans, além de detalhar seu ritmo de treinos, preparação, e como faz para ativar o “modo competidor” que já rendeu tantas vitórias.

Confira na reportagem de Marcelo Dunlop, para o Bate-Pronto da GRACIEMAG.

GRACIEMAG: Você foi campeão absoluto no ADCC Inglaterra, em 2011, quando venceu Rousimar Toquinho, Pablo Popovitch e outras feras. Dois anos depois, credenciado para a superluta do evento, finalizou o Bráulio Estima no ADCC China. Em 2015, catou as costas de Roberto Cyborg no ADCC em São Paulo. Teria sido sua superluta com Claudio Calasans no ADCC Finlândia, agora em setembro, a mais difícil de toda volta ao mundo?

ANDRÉ GALVÃO: Acho que sim. Eu e o Juninho (é assim que eu chamo o Calasans) já sabíamos desde 2015 que nos enfrentaríamos. Ele participa de todos os camps aqui no quartel-general da Atos em San Diego desde 2011. A gente sempre treina junto. Ele chegou a fazer o camp do Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF de 2016 aqui com a gente também. Foi o último treino que demos juntos. Quando o ano de 2017 chegou, a gente precisou dar aquela “afastada” um do outro. Começamos a nos concentrar nesta superluta, que era o objetivo principal de ambos para o ano. Eu sabia que ele queria muito esse título, e respeitei isso o tempo todo. Na verdade sempre nos respeitamos muito, nossa amizade é muito saudável e essa luta não podia mudar isso. Pusemos então os laços de amizade de lado e fomos em busca do nosso sonho. Fizemos tudo muito profissionalmente, e está tudo certo. Com respeito acima de tudo, não tinha como dar errado.

Como se prepara para uma luta específica por dois anos? Você ficou ansioso, passou meses estudando mais ainda o jogo dele?

Mesmo que já soubéssemos dessa luta desde o fim do ADCC 2015, é preciso dar um passo de cada vez. Ninguém aguenta focar quando há 24 meses de espera, é um período longo e há outras missões a cumprir – durante esse tempo muitas coisas podem acontecer. Durante esse período eu venci dois títulos mundiais da IBJJF, em 2016 e 2017, além de precisar trabalhar para elevar minha equipe ao primeiro lugar no Pan-Americano e no Mundial deste ano. Mas sempre mantenho o foco nas lutas por vir. Ainda por cima fiz uma cirurgia de menisco no ano passado, em agosto. Então é uma maratona até a hora da luta. Teve todo um planejamento, mas não dá para ficar preso a uma luta que só vai rolar em dois anos. Existe um planejamento, mas este é iniciado com muita precisão cerca de nove semanas antes do combate.

Vamos lembrar sua trajetória nas superlutas. Bráulio, Cyborg e Calasans têm jogos totalmente diferentes, mas você foi lá e pegou as costas dos três. Dos quatro se ainda contarmos o Toquinho na final do peso do ADCC 2011, foto que inclusive foi capa de GRACIEMAG naquele ano…

Verdade. Todos ali têm características bem diferentes. Na verdade cada luta é uma luta diferente, mas eu preciso manter o meu Jiu-Jitsu. Não penso em mudar o meu estilo, eu simplesmente estudo o adversário e trabalho em cima das características do Jiu-Jitsu dele. E o trabalho em equipe faz toda diferença nos treinos. O que tirei das outras lutas para esta superluta com o Juninho foi a experiência ganha durante a cada duelo. O meu estilo é esse, e cada dia estou me sentindo melhor indo para as costas. Como vocês acompanham, eu sempre buscava catar as costas desde a faixa-branca. Se vocês olharem aí nos arquivos de GRACIEMAG no Mundial 2003, quando venci o absoluto roxa, vão ver que a pegada de costas vem desde sempre (risos)!

O Jiu-Jitsu sem kimono e a luta agarrada têm evoluído tão rápido quanto o Jiu-Jitsu de pano?

Sim, muita coisa anda mudando, o Jiu-Jitsu em geral está mudando de forma acelerada. Creio que, apesar de ser uma arte milenar, o esporte com as regras atuais é bem novo ainda, o primeiro Mundial foi em 1996, o primeiro ADCC em 1998… Estamos vivendo uma fase de evolução com certeza. A evolução com kimono é mais perceptível e comentada pois existem campeonatos mundiais todos os anos. Já a evolução do ADCC vai de dois em dois anos, e também existe. Percebo uma mudança grande na parte das quedas, nos ataques de perna, chaves de calcanhar e leglocks. No ADCC 2011 eu investi muito no wrestling, e acho que muita gente percebeu que era preciso dar importância às quedas para vencer lá. Outro aspecto que evoluiu foi a capacidade física dos lutadores. Hoje existem mais metodologias de treino, de preparação física, se comparado ao ADCC 2003 foi um salto enorme.

A revista deste mês fala de hábitos vencedores. Qual é a sua rotina em dias de competição?

No dia da luta eu procuro entrar no foco total, e nada tira minha atenção. Procuro me motivar comigo mesmo, pensando em tudo que passei para chegar até ali. E aí vem a transformação Galvão para Gorila! E vem cedo, assim que eu acordo. Procuro me manter não somente motivado, vou um pouco além: o sentimento é o de ficar muito feliz com o momento, e com tudo ao redor. Várias coisas podem acontecer durante o dia para tirar o meu foco, mas me preparo mentalmente para que nada tire a minha atenção do alvo. Também procuro pensar nas promessas que Deus fez para mim através de sua Palavra. Isso me motiva muito, e me dá muita confiança! Por fim, tomo um bom café da manhã e descanso até a hora da luta, que isso é importantíssimo. E aí, quando a hora do show chega…ai é gorilar até o fim da luta! (Risos).

Como foi quando você se viu cara a cara com o Calasans?

Eles me chamaram primeiro, e eu entrei. Depois veio ele. Aí ele tirou o agasalho, e quando eu olhei para ele, pensei: “Caraca, vou lutar com esse gorila branco, BORAAA!” (Risos). Começou o combate e busquei sentir a luta de início, procurei ler a forma corporal dele para saber o que se passava na cabeça dele. Comecei a imprimir o ritmo e senti que nos primeiros quatro minutos ele começou a ficar um pouco cansado, talvez pela pressão psicológica, ou pelo fator fisiológico mesmo. Mantive então o ritmo, derrubei quando ainda não valia ponto, para sentir mesmo. Depois, quando começou a valer ponto, aumentei o meu ritmo gradativamente. O tempo foi passando e fui melhorando, e ele se desgastando. Até a hora que tive a oportunidade de pegar as costas. Tentei finalizar mas acho que poderia ter ajustado melhor os encaixes do mata-leão e também do katagatame, na hora em que montei. Ficamos em pé novamente e continuei imprimindo o meu ritmo o tempo todo – nisso faltavam três minutos para o fim e a luta já estava 14 a 0 para mim. Quando o último minuto chegou, comecei a acelerar mais. Nesta hora começamos a falar um com o outro e não quero dividir isso aqui, pois não me lembro muito bem o que foi dito, não quero falar aqui algo que não falamos ou acrescentar algo por falha de memória. Mas a gente apenas conversou. Depois tudo acabou! Venci e comemorei muito. Depois de tudo, quando já estávamos indo embora, nos falamos no estacionamento, e tudo ficou bem.

Algum recado para o Calasans, agora que a emoção passou?

Cara, o Juninho é um cara que eu amo para quem eu sempre desejo o melhor, pois sei muito bem o quanto ele é guerreiro e trabalhador. É um verdadeiro atleta e grande exemplo de campeão. Ele talvez seja o campeão mais humilde que já conheci até hoje!

E o domingo do ADCC, como foi? Você ficou só assistindo e torcendo, estilo imperador da parada no Coliseu. O que aprendeu?

Pois é, vi a rapaziada se matando (risos). O domingo é sensacional, pois você consegue ver a condição de todos os grandes guerreiros do campeonato até as finais. Eu estava bem confiante nos meus alunos, pois treinamos bastante. O Keenan Cornelius, por exemplo, que foi vice no peso até 88kg, tem um Jiu-Jitsu muito especial. Ele é tipo um software que está toda hora se atualizando. É tudo muito moderno e calculista, e bonito de ver. Pelo que assisti lá na Finlândia, achei que muitos caras dessa nova safra do Jiu-Jitsu tem trazido um jogo para frente e inteligente. A inteligência vem pelo excesso de informação que eles têm nos dias atuais, com o acesso fácil pela internet, vídeos, livros, google etc. Isso deixa os atletas mais estudados, com a capacidade de absorção e de aprendizado muito mais rápida do que em épocas anteriores.

Falamos de preparação física, e vimos que muitos lutadores chegaram exauridos no fim do torneio. Com esse lance do absoluto vir depois, o ADCC é o “ironman triatlo” do Jiu-Jitsu?

Creio que quem está mais bem preparado vence, não tem esse lance de sorte mesmo não, mas o evento não é tão mais desgastante que outros de pano. Não tem esse negócio de “iron man”, só que de fato é um outro tipo de luta. O que muda mesmo é o fato de não ter o pano para controlar os rivais. Se você analisar, os que estavam mais preparados e focados nas regras do ADCC venceram. O Gordon Ryan e o Felipe Pena eram mesmo os mais bem preparados ali. Foram os caras que tiveram foco no treinamento. Não vi nenhum dos dois competindo próximo do ADCC. O Felipe lutou o Mundial e depois ficou só sem o pano. O Gordon focou dois anos para estar ali, e sempre mencionava o ADCC durante as entrevistas. Eles foram os caras que não mostraram sinal de fadiga, que não ficaram perdidos com a regra, por isso chegaram à final mais importante da competição. Tudo é foco, e saber o que é a sua prioridade. Achei que vários atletas ali, inclusive atletas renomados no mundo do Jiu-Jitsu que não estavam com foco 100% no ADCC, ficaram cansados ou perdidos nas regras durante o evento.

Como será essa guerra em 2019, entre você e Preguiça? Quem vai pegar as costas de quem?

Olha, depois que o Preguiça ganhou eu fiquei feliz por ele. Agora é me preparar para guerrear contra mais um campeão absoluto do ADCC. Estou superfeliz no momento e na hora nem fiquei pensando muito em como seria a luta, afinal muita coisa pode acontecer até lá. Sei que estarei mais velho, com uns 37 anos, mas como sou saudável creio que vou chegar bem, e com mais experiência. E ainda poderemos nos encontrar antes, de kimono. Se algum organizador quiser ver esta luta sem pano acredito que terão que encher o nosso bolso, né? (risos). Para encerrar, gostaria de agradecer toda minha família, minha esposa, minha filha, meu cunhado e minhas sobrinhas que estão aqui comigo na Califórnia me ajudando bastante. Gostaria de agradecer a todos os meus funcionários, meus instrutores e alunos que me ajudaram muito. E aos meus fãs, que sempre me mandam mensagens maravilhosas e a Deus por me dar saúde e paz. Ele me guiou até aqui.

Jiu-Jitsu: Toti Jordan ensina ataque triplo da meia-guarda na GMI Start BJJ Academy

Toti Jordan explica os detalhes do ataque triplo da meia-guarda. Foto: Reprodução

Veterano da arte suave na Barra da Tijuca, hoje radicado nos EUA, Toti “Pitoco” Jordan, em união com os amigos de longa data Rafael Gordinho e Roberto Gordo, segue na missão de espalhar o bom Jiu-Jitsu pelo mundo.

Professor na nossa GMI Start BJJ Academy, em Pembroke Pines, na Florida, o fundador da Infight traz para você, leitor cascudo de GRACIEMAG, três opções para finalizar da meia-guarda, com o macete que você precisa para não perder os ataques nem para o adversário mais ensaboado.

Após o oponente chegar próximo da meia-guarda, Toti afasta o mesmo e prende o braço. Com o membro laçado, o faixa-preta detalha os ataques no estrangulamento, na chave de braço ou com o armdrag partindo para a pegada de costas.

Confira os detalhes da posição na aula de Toti Jordan no vídeo abaixo!

Mais ataques da meia-guarda

 

Nessa semana, no curso da Renzo Gracie Online Academy, você vai dar continuidade ao estudo da meia-guarda ofensiva. O professor André Monteiro ensina um novo repertório de ataques para você minar o caminho dos passadores de guarda.

Confira técnicas infalíveis para raspar, finalizar e também para ir para as costas do oponente, um conhecimento muito refinado e bem organizado, difundido numa das escolas de Jiu-Jitsu mais sofisticadas do planeta, à qual você tem acesso ilimitado pela RGOA. A semana do programa Renzo Gracie Online Academy está organizada da seguinte forma:

  • Cinco técnicas de ataque a partir da meia-guarda.
  • Qualidade de vida: O hábito de dar pequenas recompensas a si mesmo vai manter você motivado nos treinos de Jiu-Jitsu.
Dia 1: Segunda-feira Aula 1: Ataque duplo: estrangulamento + arm drag

Caso o adversário consiga se defender do seu ataque via estrangulamento, aplique um arm drag, terminando a movimentação nas costas do oponente.

Dia 2: Terça-feira Aula 2: Raspagem dominando as duas pernas

Um dos caminhos recorrentes para o adversário tentar transpor a sua meia-guarda é variando para a meia-guarda invertida. Confira uma técnica valiosa para bloquear essa passagem, capturando as duas pernas do oponente e aplicando uma raspagem.

Dia 3: Quarta-feira Aula 3: Raspagem dominando as duas pernas e girando para o outro lado

No Jiu-Jitsu é muito importante que você tenha um “plano B” ou “plano C” caso a estratégia inicial falhe no meio da luta. É o que o professor André Monteiro ensina neste vídeo, considerando a hipótese de o adversário neutralizar uma tentativa de raspagem.

Dia 4: Quinta-feira Aula 4: Raspagem com a lapela puxando o joelho

A lapela do kimono do oponente pode se tornar uma ótima aliada quando você quer raspar e se estabilizar por cima. Veja como o professor André Monteiro envolve a perna do adversário com a lapela, obtendo um ótimo ponto de apoio para aplicar o desequilíbrio.

Dia 5: Sexta-feira Aula 5: Raspagem com a lapela quando o oponente tenta passar cruzando o joelho

Se o adversário tenta transpor a sua meia-guarda cruzando o joelho,  use a lapela do kimono dele para surpreendê-lo. Envolva a perna do passador com o pano, quebre sua postura puxando-o pela gola e projete-o para a frente empurrando o seu corpo com o joelho.

Aula 6: Qualidade de vida: Dê pequenas recompensas a você mesmo
Manter-se motivado no treinamento pelo longo prazo. Trata-se de um dos principais desafios para o lutador de Jiu-Jitsu. Bruno Fernandes oferece uma ótima dica para você lidar com a questão: dê pequenas recompensas a si mesmo após cumprir algum tipo de meta, como ir à academia três vezes por semana ao longo de um mês inteiro.

Renzo Gracie Online Academy: A cada semana, um nova tópico.

Mais: Quedas, Defesa Pessoal, Dicas de qualidade de vida, Documentários, Entrevistas, etc.

Invista 19.79 por mês no seu Jiu-Jitsu e ganhe acesso total ao conhecimento que já formou milhares de campeões  por todo o planeta.

Jiu-Jitsu: Gezary Matuda e seu estrangulamento campeão no Europeu de 2017

Gezary Matuda vibra com a conquista do Europeu em 2017. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Começam amanhã, dia 16 de janeiro, as emoções da maratona do Europeu de Jiu-Jitsu 2018, realizado em Odivelas, Portugal. Serão seis dias de puro Jiu-Jitsu, com grandes astros da arte suave e novas caras do esporte em busca do sucesso maior no primeiro evento da IBJJF na temporada.

E para chegar no pique, o aquecimento final para o torneio fica com a apresentação campeã de Gezary Matuda no Europeu do ano passado, na divisão de peso-pluma. Depois de grande campanha nas classificatórias, a brasileira representante da ATT encarou Sofia Amarante (Fight Sports) na luta pelo ouro.

Sofia buscou o jogo de guarda para tentar a vitória, mas Matuda bombardeou por cima até chegar nas costas, e finalizar no estrangulamento arco e flecha que valeu o título Europeu.

Confira o duelo no vídeo abaixo e acompanhe a cobertura do Europeu da IBJJF no GRACIEMAG.com e na nossas redes sociais!

Como fazer a transição do muay thai e outras lutas para o Jiu-Jitsu

Leonardo “Chapolin” Miranda em suas duas fases: no muay thai e no Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação

O treino de diferentes estilos de artes marciais é algo comum entre os atletas mais aficionados por esportes. Treinos de Jiu-Jitsu aliados ao judô, wrestling e até artes de trocação, como boxe, capoeira, karatê e muay thai aparecem vez ou outra nas academias. Agora, como fazer para trocar radicalmente de um estilo competitivo para outro com sucesso?

Para o atleta Leonardo “Chapolin” Miranda, membro da nossa GMI FF Team, de Bragança Paulista, a transição do muay thhai para o Jiu-Jitsu foi boa, mas com seus desafios pelo caminho.

Segundo seu professor Juninho Boi , muitos atletas oriundo das trocações em pé tem dificuldades em assimilar as técnicas do Jiu-Jitsu com a mesma facilidade, e também de manter os mesmo resultados no quesito competição, o que pode frustrar um pouco a mudança.

Uma das dificuldades enfrentadas por Chapolin foi o preconceito de muitas vezes ser motivo de brincadeiras entre os amigos do muay thai, mas a persistência que aprendeu a ter dentro da arte marcial lhe trouxe o combustível para perseverar, e esta acabou sendo uma de suas melhores características dentro do Jiu Jitsu.

Atleta de grau preto no muay thai, Leonardo Chapolin conquistou inúmeros títulos no esporte, como o Brasileiro Amador em 2015 e o título nacional em 2009. No Jiu-Jitsu, na faixa-azul, faturou mais de 17 títulos em sua categoria em 2017 , para em 2018 repetir a dose na faixa-roxa, que recebeu em dezembro.

E você, amigo leitor, conhece alguma história de sucesso na transição entre artes marciais? Comente conosco!

Jiu-Jitsu: Ajuste o triângulo e o estrangulamento com as finalizações do UFC St-Louis

Elkins conquista as costas de Johnson e puxa para o solo na intenção de estrangular. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

Abrindo a temporada 2018, o UFC realizou seu primeiro evento do ano em St-Louis, no Missouri, com um card marcado pelas baixas. Vitor Belfort e Thiago Pitbull, que fariam participação nessa edição, ficaram de fora por problemas de seus adversários antes da pesagem.

Contudo, a luta principal entre Jeremy Stephens e Doo Ho Choi ficou de pé e mostrou que a experiência do veterano Stephens estava em dia para superar a pujança e a versatilidade de Choi. Com um belo cruzado e pressão no ground and pound, o americano azarão nas bolsas ficou com a vitória. Entre as brasileiras do card, dois reveses: Kalindra Faria foi superada por Jessica Eye, e Talita Bernardo perdeu para Irene Aldana.

Mas o ponto alto para o fã de Jiu-Jitsu e MMA na edição desse domingo, dia 14, foram duas finalizações para você estudar e refinar o seu ajuste sem kimono. Confira abaixo:

Kyung Ho Kang x Guido Cannetti

Ainda no card preliminar, o sul-coreano Kyung Ho Kang mostrou suas habilidades de solo contra o argentino Guido Cannetti. Depois de prender o adversário no triângulo, e esse usar a postura com o cotovelo para evitar a maior pressão no arrocho, Kang teve que ter frieza para concluir o golpe.

Desesperado para escapar da pegada, Guido levantou e, em pé, colocou Kang contra a grande. O erro do argentino trouxe melhor opção para o ajuste do sul-coreano, que ao voltar ao solo conseguiu impor mais pressão e finalizar o golpe.

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Darren Elkins x Michael Johnson

Já na abertura do card principal, foi a vez de Darren Elkins mostrar que chegou com força na divisão de peso leve. Mesmo considerado azarão na disputa, contra o perigoso Michael Johnson, Elkins colocou seu Jiu-Jitsu em prática para liquidar a fatura.

Depois de ganhar as costas e estabilizar Johnson com os ganchos, Elkins atacou o pescoço. Sem sucesso inicial, o atleta fintou a passagem do braço mais de uma vez, até conseguir encaixar por baixo do queixo. A pegada mão com mão feita para apertar o estrangulamento rapidamente foi crucial para o sucesso do golpe.

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Veja abaixo os resultados completos do evento:

UFC Fight Night: Stephens x Choi
St-Louis, Missouri, EUA
14 de janeiro de 2018

Jeremy Stephens venceu Doo Ho Choi por nocaute técnico aos 2min36s do R2
Jessica-Rose Clark venceu Paige VanZant na decisão unânime dos jurados
Kamaru Usman venceu Emil Meek na decisão unânime dos jurados
Darren Elkins finalizou Michael Johnson no estrangulamento pelas costas aos 2min22s do R2

Card preliminar

James Krause venceu Alex White na decisão unânime dos jurados
Marco Polo Reyes nocauteou Matt Frevola a 1min do R1
Irene Aldana venceu Talita Bernardo na decisão unânime dos jurados
Kyung Ho Kang finalizou Guido Cannetti no triângulo aos 4min53s do R1
Jessica Eye venceu Kalindra Faria na decisão dividida dos jurados
JJ Aldrich venceu Danielle Taylor na decisão unânime dos jurados
Mads Burnell venceu Michel Santiago na decisão unânime dos jurados

Confira os campeões na etapa de Abu Dhabi do Grand Slam de Jiu-Jitsu da UAEJJ

Paulo Miyao impôs seu jogo contra Tiago Bravo para garantir o ouro. Foto: Ane Nunes/Gentle Art Media

O último dia de competições do Abu Dhabi Grand Slam Jiu-Jitsu World Tour, realizado nesse sábado, dia 13, na Arena Mubadala, foi o final perfeito para mais um grande evento desta temporada 2017/2018.

As finais da faixa-preta ofereceram para a multidão presente nas arquibancadas, e milhões de espectadores em todo o mundo, um Jiu-Jitsu de alto nível.

Nomes conhecidos e novas caras dividiram o lugar mais alto do pódio, com o ouro e pontos importantes na classificação geral do evento. Confira como ficou abaixo:

MASCULINO PRETA

 

56kg – José Carlos “Cocó” manteve seu domínio na divisão neste fim de semana. Na final, ele conseguiu raspar mais vezes do que Massaki Todoroko, e venceu a disputa por 8 a 6 nos pontos e levar a medalha de ouro para casa.

62kg – João Miyao e Hiago George repetiram a mesma luta final dos dois últimos Grand Slams na divisão até 62kg. Desta vez, Miyao conseguiu uma vantagem para vencer George e ficar com seu segundo título da temporada.

69kg – Paulo Miyao conseguiu raspar e passar a guarda para marcar de 5 a 0 nos ponto sobre Tiago Bravo e carimbar seu retorno às competições com a medalha de ouro.

77kg – O brasileiro Flávio Vianna confiou no seu melhor jogo para manter o australiano Lachlan Giles sob controle e vencer por 3 a 0 nas vantagens pelo título.

85kg – Em luta parelha, Charles Negromonte conseguiu a vitória sobre Isaque Bahiense na decisão dos árbitros após um empate 0 a 0 em pontos e vantagens.

94kg – Helton Junior lutou com segurança para evitar o poderoso jogo de guarda de Adam Wardzinski. Assim, o brasileiro faturou o título na decisão dos árbitros após um empate de 1 a 1 nas vantagens.

110kg – Com 2 a 1 nas vantagens e 2 a 2 nos pontos, Igor Silva venceu Mauricio Lima na final da categoria mais pesada deste sábado, em uma verdadeira guerra.

FEMININO MARROM/PRETA

 

49kg – Mayssa Caldas estrangulou Flavia Quintareli pelas costas duas vezes na sexta-feira para garantir a medalha de ouro na divisão e evitar uma terceira luta no sábado.

55kg – Amanda Nogueira e Ariadne Oliveira lutaram até o último segundo da final. Amanda saiu na frente com uma vantagem da passagem de guarda, enquanto Ariadne empatou a luta com uma vantagem da raspagem quase no fim. A decisão final veio dos árbitros, que decidiram que Amanda merecia a medalha de ouro.

62kg – Charlotte Von Baumgarten colocou toda a pressão sobre Nadia Melo para chegar às costas e ir para o estrangulamento arco e flecha. Os três tapinhas não viera, mas os 6 a 0 nas vantagens foram suficiente para garantir a medalha de ouro para a talentosa faixa-preta alemã.

90kg – Samantha Cook fez bela apresentação contra Thamara Silva. Para vencer, a inglesa pegou as costas e finalizou no estrangulamento arco e flecha.

O Abu Dhabi Grand Slam retorna nos dias 10 e 11 de março, em Londres, para a etapa final do evento nesta temporada 2017/2018. As inscrições estão abertas neste link.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

 

 

Vitor Belfort tem luta cancelada no UFC deste domingo e despedida é adiada

Vitor Belfort subiu na balança e bateu os 84kg do peso médio para o combate. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

A bruxa está solta no card do UFC St-Louis, que rola neste domingo, dia 14. Depois do brasileiro Thiago Pitbull ficar sem adversário, após Zak Cummings sofrer um acidente na banheira horas antes da pesagem, agora foi a vez de Vitor Belfort sofrer infortúnio parecido.

Durante a pesagem que rolou na manhã deste sábado, dia 13, Belfort apareceu para cravar o peso limite para atuar no peso médio, com 10min para o fim do tempo permitido para os atletas se pesarem. Após o término do tempo regulamentar, o Ultimate informou que Uriah Hall havia passado mal e que a luta com Belfort havia sido cancelada.

“Já tive algumas notícias piores na minha vida, mas essa foi dolorosa.” disse Belfort em entrevista ao Combate.com logo após o ocorrido. “Nove semanas e meia de camp, cortei o peso… Fiquei sabendo agora. Fazer o quê? Estou bem chocado… Já recebeu uma notícia desse tipo? É horrível, muito ruim.”

Agora resta aguardar qual será o destino de Belfort com sua luta cancelada, se o velho leão irá pedir um novo combate para os próximos meses ou se não entrará em novo camp, assim declarando sua aposentadoria sem lutar. Com a queda das lutas de Pitbull e Belfort, apenas duas brasileiras entrarão em ação amanhã: Kalindra Faria e Talita Bernardo. Confira como fica o card do UFC St-Louis abaixo.

UFC Fight Night: Stephens x Choi
St-Louis, Missouri, EUA
14 de janeiro de 2018

Jeremy Stephens x Doo Ho Choi
Paige VanZant x Jessica-Rose Clark
Kamaru Usman x Emil Meek

Card preliminar

Darren Elkins x Michael Johnson
James Krause x Alex White
Matt Frevola x Marco Polo Reyes
Kalindra Faria x Jessica Eye
Talita Bernardo x Irene Aldana
Danielle Taylor x JJ Aldrich
Mads Burnell x Michael Santiago
Kyung Ho Kang x Guido Cannetti

Jiu-Jitsu: Kron Gracie e a pressão pelas costas no Pan de 2012

 

 

Kron Gracie. krongraciejiujitsu.com

Craque no Jiu-Jitsu, Kron Gracie já protagonizou batalhas memoráveis nos mais diversos tatames do mundo. Filho do mestre Rickson Gracie, o faixa-preta tem como característica um Jiu-Jitsu ofensivo, que na maioria das vezes rende frutos.

No vídeo que trazemos hoje, voltamos a 2012 no Pan-Americano de Jiu-Jitsu da IBJJ. No combate, Kron encarou Carlos Ribeiro (Gracie Barra) na divisão de pesos médios. No inicio do duelo, Kron bateu embaixo e conseguiu os dois pontos. Depois de atacar no pé, a fera levantou, pegou as costas e derrubou para, no solo, botar os ganchos. Carlos escapou enquanto pôde, mas a insistência e o ajuste de Kron levaram o Gracie a finalizar no estrangulamento de lapela.

Confira o duelo no vídeo abaixo e estude a movimentação de Kron Gracie!

Exclusivo: Erberth Santos ensina sua nova finalização para você surpreender no Jiu-Jitsu

Confira e aprenda a sorrateira transição. Foto: IBJJF

De olho em mais um ouro em Portugal, no Europeu de Jiu-Jitsu da IBJJF, o campeão mundial Erberth Santos chega com força total no torneio, e a missão é uma só: conquistar o grand slam da IBJJF.

O primeiro passo começa na próxima semana, com as disputas em Odivelas, e no meio de sua preparação, a fera separou um tempo para você, amigo leitor de GRACIEMAG, estudar mais uma transição com finalização para deixar seu jogo ainda mais agressivo.

Erberth mostrou uma de suas posições para surpreender o adversário que gosta de travar o jogo na guarda-x. Para sair da armadilha, Erberth joga o corpo todo para trás com um largo passou. Com o braço que fica preso, o atleta do Esquadrão Brasileiro de Jiu-Jitsu arma seu ataque. Após afundar o cotovelo e prender o braço do oponente, Erberth roda e deixa o adversário quase sem reação na sorrateira chave omoplata.

Confira a transição com finalização no vídeo abaixo!

Irmãos Miyao, Isaque, Igor Silva e mais finalistas no Grand Slam de Jiu-Jitsu em Abu Dhabi

Paulo Miyao pega as costas e finaliza para garantir sua vaga na final. Foto: Ane Nunes/Gentle Art Media

Muitas emoções e grandes duelos de Jiu-Jitsu rolaram nesta sexta-feira, dia 12, na capital dos Emirados Árabes, em mais uma edição do Grand Slam da UAEJJ, desta vez em sua terra natal, Abu Dhabi.

Atletas do mundo inteiro chegaram para disputar os valiosos pontos no ranking e a recompensa ficou para os fãs de Jiu-Jitsu que prestigiaram os combates e a briga por mais de 190 mil dólares em prêmios.

Na divisão de faixa-preta, os craques da arte suave expuseram o seu melhor na Mubadala Arena, e os finalistas que voltam amanhã, dia 15, para lutar pelo ouro foram definidos. Confira abaixo!

Masculino Preta

56kg – José Carlos “Cocó” venceu João Kuraoka por 3 a 2 nas vantagens para garantir sua vaga na final contra Massaki Todokoro, que venceu Jorge Nakamura por 2 a 0 nos pontos na outra semifinal.

62kg – João Miyao e Hiago George finalizaram Jarrah Alhazza na chave de três para ficaram garantidos na disputa de ouro entre companheiros de equipe.

69kg – Paulo MIyao fez apenas uma luta para ficar com a vaga na final, ao finalizar Daniel Vieira pelas costas. Ele vai encarar Tiago Bravo pelo título, este que finalizou Abdullah Nabas e depois bateu Victor Otoniel por 2 a 0 no caminho até a finalíssima.

77kg – Na divisão mais movimentada, o australiano Lachlan Gilles e o brasileiro Flavio Vianna vão lutar pelo ouro neste sábado. Gilles chegou à final com uma vitória por 4 a 0  nos pontos sobre Raphael Mello e 3 a 0 nas vantagens sobre Julio Junior. Vianna garantiu a vaga com vitória por WO sobre Mohammed Al Qubaisi e 1 a 0 nas vantagens sobre o Burak Sarman.

85kg – Isaque Bahiense defenderá seu título conquistado no Rio contra Charles Negromonte. Isaque lutou duas vezes para chegar na final. Ele finalizou Nino Moreira e depois venceu Igor Sousa por 2 a 0 na semifinal. Já Negromonte finalizou Luis Venturino e depois venceu Marcos Costa por 3 a 0 nos pontos.

94kg – Adam Wardzinski chega na final com pressão máxima ao finalizar André Reis e Basel Fanous no caminho até a disputa do ouro. Do outro lado, Helton Junior venceu Lucas Figueiredo e Paulo Pinto para garantir a vaga na final.

110 kg – Igor Silva lutou uma vez para chegar na final,  ao pegar Pablo Aragão no triângulo. Ele vai encarar Mauricio Lima na final, este que finalizou Luis Henrique Nepomuceno na semifinal.

Feminino Marrom/Preta

49kg – Mayssa Caldas bateu Flavia Quintareli duas vezes para garantir a medalha de ouro na divisão. Na segunda partida, Mayssa conseguiu pegar as costas de Flavia e finalizar no estrangulamento.

55kg – Amanda Nogueira defenderá sua coroa contra Ariadne de Oliveira. Nogueira chegou à final com uma vitória na decisão sobre Amal Amjahid, enquanto Ariadne finalizou Ariane Guarnier com um estrangulamento rodado.

62kg – Charlotte Von Baumgarten venceu Larissa Paes por 5 a 0 para encarar Nadia Melo na final de sábado.

90kg – Samantha Cook pressionou Jessica Andrade para finalizar e encarar Thamara Silva na final.

Vitor Belfort rechaça propostas e avisa: “Esta é minha luta de aposentadoria do MMA”

Vitor Belfort planeja encerrar o seu ciclo neste domingo. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

É chegada a hora de pendurar as luvas. Vitor Belfort, astro do UFC desde os primórdios do evento maior do MMA mundial, avisou que a luta contra Uriah Hall, no UFC deste domingo, dia 14 de janeiro, será a de despedida.

Belfort (26v, 13d, 1nc) estreou no MMA em outubro de 1996, e chegou no Ultimate em fevereiro de 1997. Mais de 20 anos depois, com passagens em diversos eventos e muitas lutas históricas, o velho leão fará sua derradeira batalha no esporte de luvinhas.

“Esta é a minha luta de aposentadoria. Depois dela vou botar o meu corpo para descansar”, disse Vitor em entrevista a Matt Serra e Jim Norton, no podcast UFC Unfiltered. “Eu acho que fiz mais do que o suficiente. Às vezes olho para traz e digo ‘nossa, eu ainda estou fazendo isso.’

“Eu sou muito grato, mas eu acho que o meu corpo precisa de descanso. Eu tenho meus negócios, quero ajudar o esporte a crescer. Nós temos que saber a hora de começar e a hora de parar. É chegada a hora.”

Vale lembrar que, em junho de 2017, no UFC 212, Belfort encarou e venceu Nate Marqurdt, em duelo que o mesmo anunciou como sua última da carreira. O problema é que, na ocasião, Belfort e sua equipe pensaram que o combate em questão seria o último do contrato, mas era o penúltimo. Com isso, a aposentadoria foi deixada para depois.

A última luta do contrato do “Fenômeno” rola no UFC St-Louis, no duelo coprincipal do car que terá na luta principal o duelo entre Jeremy Stephens e Do Ho Choi. Confira o card completo abaixo.

UFC Fight Night: Stephens x Choi
St-Louis, Missouri, EUA
14 de janeiro de 2018

Jeremy Stephens x Doo Ho Choi
Vitor Belfort x Uriah Hall
Paige VanZant x Jessica-Rose Clark
Kamaru Usman x Emil Meek

Card preliminar

Darren Elkins x Michael Johnson
James Krause x Alex White
Matt Frevola x Marco Polo Reyes
Thiago Alves x Zak Cummings
Kalindra Faria x Jessica Eye
Talita Bernardo x Irene Aldana
Danielle Taylor x JJ Aldrich
Mads Burnell x Michael Santiago
Kyung Ho Kang x Guido Cannetti

GMI: Alex Barros ensina seu atalho preferido para passar a guarda no Jiu-Jitsu

Professor Alex Barros, nosso GMI na Nova União Grajaú. Foto: Arquivo pessoal

Como devemos enfrentar a guarda dos oponentes elásticos e contorcionistas, que ficam à vontade ao lutar com o corpo dobrado?  O professor Alex Barros, nosso GMI à frente da academia Nova União Grajaú, no Rio de Janeiro, ensina sua passagem de guarda preferida para aterrorizar os guardeiros flexíveis.

Na técnica, Alex emborca o inimigo antes de começar a aplicar os detalhes que fazem o sucesso da posição. Primeiro ele trava o quadril do oponente com o joelho e a mão na faixa. Depois faz pegada na gola e em seguida, com a mão que está na faixa, joga o adversário para o lado e dá o passo para chegar na posição lateral, garantindo os três pontos.

Confira no vídeo abaixo o passo a passo da posição e tente aplicá-la nos treinos desta semana, estudioso leitor. Oss!

 

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